ANO: 25 | Nº: 6404
07/04/2018 Editorial

Perspectiva carbonífera

Após informações que apontavam para uma definitiva extinção de novos empreendimentos termelétricos a base de carvão mineral, eis que surgiu aquela “luz no fim do túnel”. A portaria publicada pelo Ministério de Minas e Energia, na sexta-feira, abrindo possibilidade para novos projetos surtiu efeito imediato no setor.

A notícia é importante no aspecto regional. Como se sabe, a região da Campanha, em especial o município de Candiota, detém grande parte – quase que a totalidade – das reservas de carvão prospectadas. E, como comprovado pela história, esse setor motivou o desenvolvimento local por longos anos.

Porém, vivia-se um momento de incertezas, marcado por duas situações distintas. Enquanto a Usina Presidente Médici, após inaugurar sua Fase C, demonstra caminhar para uma paralisação de suas atividades, mesmo que de forma momentânea, logo ao lado, na localidade de Seival, o grupo Engie constrói a novíssima Pampa Sul. Ao mesmo tempo, num momento em que a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) debate uma possível privatização, a Copelmi abre uma nova mina. Neste cenário, para quem tem no carvão sua subsistência, ficava uma incógnita.

Mas, o novo anúncio praticamente altera o atual panorama, ao menos num sentido macro. Ciente da publicação, os responsáveis pelo projeto da Usina Termelétrica Ouro Negro, projetada para ser construída em Pedras Altas, como publicado em reportagem nesta edição, já anteciparam que cadastrarão sua iniciativa no pleito do governo federal. Somente esta definição já reacende o brilho no olhar de quem entende que empreendimentos desse porte não são apenas importantes para o setor elétrico, mas primordialmente para o desenvolvimento econômico e social das regiões onde estão inseridos.

A portaria do Ministério de Minas e Energia é, de fato, uma geradora de perspectivas.

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