ANO: 254 | Nº: 6355
10/04/2018 Editorial

Investimento habitacional

Concretizar o sonho da casa própria é, sem dúvida, um dos principais desafios a qualquer cidadão que inicia sua trajetória profissional e, por que não, constrói um projeto de vida. Trata-se de uma empreitada de longo prazo, onde boa parte dos rendimentos iniciais terão que ser reservados, de alguma maneira, para viabilizar, logo à frente, a compra do imóvel.
Acontece que, na atualidade, viabilizar este plano nem sempre é fácil. Pelo contrário, é árduo e desafiador. Os custos são, normalmente, altos e, por outro lado, o suado salário pouco contribui para garantir a viabilidade do sonho. Isso, claro, para a grande parcela da população, que se sustenta, basicamente, com um vencimento mínimo registrado na Carteira de Trabalho. O rendimento, muitas vezes, sustenta o custo básico de vida e, por consequência, pouco resta.
Para mudar esta realidade foram criados mecanismos de financiamento a longo prazo. O programa federal Minha Casa Minha Vida, que oportuniza juros mais baixos ao credor, é, talvez, a grande esperança dos brasileiros das classes sociais com renda menor. Contudo, trata-se de uma ampla disputa, cuja seleção do contemplado depende de vários fatores, em especial a demanda dos concorrentes. Ou seja, para ser beneficiado, há uma necessidade de um número significativo de moradias construídas a partir do projeto da União.
Em Bagé, por exemplo, uma série de núcleos habitacionais já foram erguidos, famílias realizaram seu sonho do imóvel conquistado e, mesmo assim, a demanda persiste e é crescente. Para estes, que ainda aguardam, a esperança reside, literalmente, nos dois novos empreendimentos em fase de construção. Trata-se de nada menos que 1.164 novas moradias que fazem acreditar que o sonho é possível. Na atualidade, conforme o governo, a previsão, após os trabalhos iniciais, é de concretagem das primeiras habitações, o que, claro, faz as expectativas aflorarem com mais ênfase.
Investimentos como os atuais são estratégicos a qualquer gestão. E não apenas pelo retorno de gratidão dos contemplados, mas por permitirem que demandas habitacionais sejam sanadas e, ao mesmo tempo, por trazerem retorno ao município, já que em paralelo a geração de novas receitas através de tributos, o comércio, em especial o varejo, acaba sendo aquecido por valores que antes eram destinados para fundos específicos e, agora, são direcionados para compras. Investir em habitação é, por assim dizer, fundamental.

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