ANO: 25 | Nº: 6379
11/04/2018 Segurança

Jovem é condenado por homicídio ocorrido em 2016

Foto: Divulgação

Réu foi condenado há 9 anos de reclusão
Réu foi condenado há 9 anos de reclusão

Jean Resende de Oliveira, de 22 anos, foi condenado, ontem, a nove anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela morte de Ademar Rodrigues de Medeiros. O crime ocorreu no dia 31 de outubro de 2016, por volta das 7h30min, no pátio de uma residência na rua Walter Corrêa Conceição, no bairro Habitar Brasil. Oliveira apelou e vai responder em liberdade.
De acordo com a sentença de pronúncia, Oliveira matou Medeiros com disparos de arma de fogo, o que causou traumatismo cranioencefálico por projétil. Segundo apurado nas investigações policiais, após prévio encontro da vítima com o denunciado em via pública, o acusado saiu ao encalço do ofendido, encontrando-o no pátio de uma residência vizinha. Ele se aproximou e efetuou disparos de arma de fogo na direção da cabeça.
Em sua sentença, a juíza da 1ª Vara Criminal, Naira Melkis Caminha, descreveu que o crime foi impelido por motivo fútil, uma vez que a vítima, em período anterior, havia apedrejado o cachorro pertencente ao denunciado.

Testemunhas
A acusação do Ministério Público arrolou quatro testemunhas para serem ouvidas no julgamento. Os primeiros a depor foram dois policiais civis da investigação do caso no dia do fato.
Ambos contaram que, no dia do crime, a vítima estaria agachada (de cócoras) quando foi alvejada de cima para baixo, por dois tiros disparados pelo réu. Eles informaram que, no depoimento, o réu relatou que tinha matado a vítima devido a ser perseguido e que teria levado um tiro na sua perna, em outro episódio, sendo que foi averiguado em investigação se tratar de outro acusado e não a vítima.
Os policiais civis ressaltaram que o réu teria falado, também em depoimento, que agiu por legítima defesa e que a vítima estaria armada no dia do fato, mas nenhuma arma de fogo foi encontrada.
No local do crime, ambos agentes disseram que o corpo estava ao lado de uma pá de corte, que pertencia ao morador da residência vizinha. Os policiais informaram que no dia do depoimento, Jean ressaltou que a vítima teria atirado duas vezes contra ele, mas não foi constatado nenhum disparo no local, nem na rua em que teria havido a perseguição.
A esposa da vítima também foi ouvida. Ela salientou que até hoje é ameaçada pelo réu e teve, inclusive, que se mudar de endereço para parar de ser perseguida, pois o acusado teria avisado que iria matar outra pessoa até o Natal. “Eu vi ele correndo em direção ao Parque do Gaúcho, após eu ter ouvido dois tiros. Achei que ele estava perseguindo o meu marido, mas, depois, um vizinho, que é concunhado dele, foi me avisar que havia um corpo na casa da vizinha, e então que soube que era o Ademar”, contou no relato.
Ela também ressaltou que o motivo seria que o marido um dia teria atirado uma pedra na cadela de propriedade do réu, pois o animal seria feroz e iria morder as pessoas. Questionada pela defesa do réu se a vítima bebia muito, ela contou que não, que bebia em casa e não incomodava ninguém, que estava sempre trabalhando para comprar o que comer para a família.
Uma vizinha também depôs e informou que viu um homem, sem saber que era o réu, atirando contra outro que estava agachado. Ela disse que avisou os proprietários da casa e voltou para a sua residência, após levar os filhos na escola. A mulher também contou acredita ter ouvido três disparos de arma de fogo, mas que não tinha certeza.


Interrogatório
O réu confessou o crime. Disse que matou a vítima, pois Ademar sempre estava lhe ameaçando e já havia lhe atirado uma vez, ainda ameaçando se ele falasse para polícia que iria lhe matar e quebrado vidros da casa dele. “Comprei um revólver para me defender. No dia do fato ele atirou em mim. Um tiro disparou, mas não me acertou. Nos outros a arma dele falhou”, disse.
Oliveira completou dizendo que perseguiu a vítima e viu que ele havia entrado em um pátio. O réu ainda disse que a vítima não estava abaixada. “Ele era mais baixo que eu, mas eu atirei por legítima defesa. Ele estava com a arma na mão e uma pá para me bater”, acrescentou.
O condenado complementou dizendo que nunca ameaçou a família da vítima, que nem passa mais naquela rua e se mudou de endereço.

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