ANO: 26 | Nº: 6590
11/04/2018 Cidade

Sindicatos aguardam reajuste do piso nacional do magistério

Foto: Rosane Coutinho/Especial JM

Sinprofem e Simba cobram retorno do Executivo
Sinprofem e Simba cobram retorno do Executivo

Em dezembro do ano passado, o Jornal MINUANO noticiou o reajuste do piso nacional do magistério e o reflexo do novo valor, 6,81% maior, nas prefeituras da região. À época, o chefe do Executivo de Bagé, Divaldo Lara, adiantou que encaminharia o projeto para conceder o aumento à apreciação do Legislativo. Contudo, até o momento, os educadores da rede municipal de Bagé ainda não viram os novos valores em seus contracheques.
Ontem à tarde, o presidente do Sindicato dos Professores Municipais (Sinprofem), Eduardo Fredes Nogueira, e o presidente do Sindicato dos Municipários (Simba), Clodoaldo Fagundes, explicaram que a categoria aguarda, há mais de um mês, o retorno da Secretaria de Economia, Finanças e Recursos Humanos. Após cinco reuniões entre os representantes de classe e da prefeitura, ainda não houve resposta sobre o reajuste do funcionalismo e do vale-alimentação ou do pagamento do reajuste do piso nacional do magistério.
Fredes garante que a questão dos professores do município é menos burocrática, já que o valor reajustado de 6,81% do piso deve ser pago, sem negociação. “Precisa apenas fazer o projeto e mandar para a Câmara”, destaca. A quitação dos valores retroativos à janeiro podem ser negociada e é passível de parcelamento.
Já o reajuste do funcionalismo e do vale-alimentação é uma questão à parte, cujo índice ainda deve ser definido entre o órgão de representação de classe e o Executivo. Para Fagundes, a falta de diálogo com a prefeitura é um agravante para os funcionários. “Estão adiando essa negociação para desesperar a categoria e fazer com que ela aceite um índice menor de reajuste sob a desculpa de que os valores de retroativos estão altos”, aponta.
A reportagem não conseguiu contato com o secretário de Finanças, José Otávio Ferrer. Entretanto, foi informada, pela Coordenadoria de Comunicação, que o projeto de reajuste está sob análise e deve ser apresentado nos próximos dias.
Em Hulha Negra, o reajuste foi pago em março, já com os valores retroativos a janeiro. Os educadores de Aceguá contarão, na folha de abril, já com os valores retroativos de janeiro. Em Candiota, o piso nacional não é aplicado, já que o piso municipal é superior ao nacional.
O critério adotado para o ajuste, desde 2009, tem como referência o índice de crescimento do valor mínimo por aluno ao ano do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O reajuste segue a Lei do Piso, que estabelece a atualização anual do vencimento nacional do magistério, sempre a partir de janeiro. A medida garante um ganho real de 3,9%.

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