ANO: 24 | Nº: 6083
12/04/2018 Cidade

Maquetes de células com doces viram sensação do Colégio Urcamp de Dom Pedrito

Foto: Divulgação

Messias procurou ampliar método de ensino
Messias procurou ampliar método de ensino

Um mundo colorido e doce, como nas histórias infantis, só que recheado de conhecimento. É assim, que têm sido as aulas de ciências do Colégio da Urcamp, em Dom Pedrito. O mentor de tudo isso é um jovem professor, de 25 anos, que procurou ampliar o método tradicional, como forma de atrair a atenção dos alunos. Igor Messias conta que o projeto “Células comestíveis” surgiu como uma maneira de retirar as ilustrações clássicas dos livros, e por vezes confusas, para torná-las reais, de forma que os alunos pudessem montar e manusear as próprias maquetes de células animais, vegetais e procariontes (sem núcleo definido), como uma maneira de imitar o organismo de cada ser vivo.
O material utilizado são os próprios alunos que trazem de casa, de forma combinada, para evitar produto, ou melhor, alimento repetido. Os doces se multiplicam entre jujubas, machimelos, gelatinas, balas, chicletes, chocolates e mariolas, entre outras guloseimas. “Tive vontade de fazer algo diferente, que atraísse a atenção deles e facilitasse o entendimento, então decidi fazer uma aula interativa, onde os alunos aprendem e depois comem”, explica o professor. E o resultado foi quase que imediato. Uma semana depois das aulas com as maquetes comestíveis, a repercussão da prova aplicada apontou uma melhora nos índices de 50%.
A diretora do Colégio da Urcamp, professora Virgínia Castilho, comemorou a resposta e agora quer implementar outros métodos auxiliares para expandir os conhecimentos e complementar as aulas tradicionais. “O projeto que está sendo desenvolvido pelo professor Igor nas aulas de biologia proporciona aos alunos lições práticas de aprendizagem. Eles aprendem com mais facilidade o conteúdo, ainda mais que eles mesmos produzem e comem. É uma maneira lúdica e prazerosa, pois o assunto "células" é um pouco abstrato para alunos nessa faixa etária. No dia da aplicação, foi uma festa gastronômica, uma deliciosa aprendizagem, foi um espetáculo de conteúdos em forma de expressões orais", conta.
E para quem aprende, a sensação é ainda melhor. Quem garante é o aluno do oitavo ano, Luís Felipe Faria. “É descontraído, as aulas são bem mais produtivas, pois o que parecia difícil, de repente tornou-se fácil”, diz. A estudante Helena Loreto Schardong reforça a opinião do colega. “Acho um método muito bom, a aula fica muito mais divertida e faz com que a gente entenda o conteúdo”, pontua.

Sala de aula interativa
O modelo tradicional de sala de aula, com professores expondo conteúdo, alunos fazendo anotações, temas de casa e provas, aos poucos vai ficando cada vez mais ultrapassado. Na Europa, esses novos métodos são uma realidade. No Brasil, já existe uma forte tendência nesse sentido.
Pró-reitora Acadêmica da Urcamp, a professora Virgínia Dreux conta que não só é tendência, como uma necessidade a aplicação de novos métodos de ensino, baseados no perfil atual do aluno. “Já, há algum tempo, as instituições de ensino, não só do Ensino Superior, mas também no Fundamental e Médio, vêm trabalhando na gestão das novas tecnologias de aprendizagem. A gente sabe que o aluno, hoje é mais tecnológico, mais investigativo, mais curioso e exige do professor metodologias que façam ele pensar mais dentro do processo de sala de aula. Várias são as metodologias e ferramentas que podem ser empregadas no processo de ensino e aprendizagem, e a criatividade do professor facilita muito na hora de implantá-las”.
O Colégio da Urcamp em Dom Pedrito conta com oitavo e nono ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio completo. Messias, responsável pelo projeto, se formou pela Urcamp em 2016 e, atualmente, está concluindo, na instituição, um pós-graduação em Gestão Ambiental. Depois, pretende fazer mestrado em Educação.

Mais imagens

Deixe seu comentário abaixo

Em tempo real

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...