ANO: 23 | Nº: 5915

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
14/04/2018 José Artur Maruri (Opinião)

Como testemunhar

“Mas recebereis poder, quando o Espírito Santo vier sobre vós, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, até aos confins da terra”. (Atos, 1:8)
Num período histórico em que atravessamos, na atualidade, vivemos, em demasia, sob o jugo da odiosidade entre as pessoas.
Infelizmente, no Brasil, parece que o intento ardiloso daqueles que tem o poder de dominar e governar vem se sobrepondo, ou seja, colocam os indivíduos uns contra os outros enquanto podem, descansadamente, apropriarem-se do bem comum.
Já nos disse o espírito Emmanuel que a história tem nos mostrado à saciedade, na Terra, o poder de dominar, governar, recusar e ferir, de fácil acesso no campo da vida. No entanto, “raras criaturas fazem por merecer de Jesus o poder celeste de obedecer, ensinando, de amar, construindo para o bem, de esperar, trabalhando, de ajudar desinteressadamente”.
Indiscutivelmente, Jesus é o Salvador do Mundo, mas não seremos libertos do império do mal se não contribuirmos cercados de seus recursos salvadores.
O aprimoramento das almas se torna impraticável, sem educação, e a educação exige legiões de cooperadores. Mas, para tanto, se torna indispensável a obtenção de bênçãos do Alto, por intermédio da execução de nossos deveres, por mais difíceis e dolorosos que sejam.
No dizer do espírito amigo, “sem a recepção de semelhantes recursos, que nos identificam com o Trabalhador Divino, e sem as possibilidades de refleti-lo para o próximo, em espírito e verdade, pelo nosso esforço constante de aplicação pessoal do Evangelho, podemos personificar excelentes pregadores, brilhantes literatos ou notáveis simpatizantes da doutrina cristã, mas não testemunhas d’Ele”.
Portanto, é imperioso que deixemos as celeumas de lado e trabalhemos todos juntos para que essa vibração negativa vá, aos poucos, sendo substituída pela vibração do trabalho e da execução dos deveres, no intuito de testemunharmos os valores cristãos pelo exemplo e, assim, amanhecermos para uma nova era de paz, amor e caridade.

(Referências: Francisco Cândido Xavier e Emmanuel. O Evangelho por Emmanuel: comentários aos Atos dos Apóstolos/coordenação de Saulo Cesar Ribeiro. Brasília: FEB, 2017. p. 28.)

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