ANO: 25 | Nº: 6281
14/04/2018 Segurança

Polícia prende dois acusados pela morte de jovem no bairro Stand

Foto: Antônio Rocha

Corpo foi encontrado em campo do
Corpo foi encontrado em campo do "morro das antenas", no bairro Stand

William Lima Gonçalves, 21 anos, e Ederson Eliézer Veloso Gularte, 28 anos, foram presos preventivamente, pelos agentes da 1ª Delegacia de Polícia Civil, acusados pela morte de Iago de Freitas Arriera, 21 anos. O corpo de Arriera foi encontrado carbonizado, no "morro das antenas", bairro Stand, na terça-feira, 10. Gonçalves e Gularte foram encontrados no mesmo bairro.
Os policiais civis encontram documentos da vítima no campo. A irmã de Arriera, Ritiele de Freitas Silva, confirmou a identidade. O jovem estava desaparecido desde o final de semana. A delegada Daniela Barbosa de Borba ressalta que ainda há outro suspeito do crime. "Continuamos a investigação, pois há alguns elementos a serem esclarecidos", destaca.
Conforme a delegada, durante o depoimento, Gonçalves foi muito evasivo, colocando a culpa em um outro suspeito e em Gularte. “Ele dizia que o culpado era o Eliézer. Fizemos uma acareação entre os dois, pois os depoimentos eram contraditórios”, complementa.
De acordo com a delegada, Gularte falou que somente auxiliou a carregar o corpo. “Ele informou que todos teriam envolvimento com drogas e que quando passou na frente da casa do William, ele e outro homem estavam saindo com o Iago, enrolado em um colchão, já machucado. Em um determinado momento, um ônibus passou e então eles se desfizeram do colchão. Disse que a vítima estaria viva e com odor de bebida alcoólica. Gularte drelatou que somente ajudou, pois teria uma dívida de drogas e falaram que seria sanada”, detalha.
A titular da 1ª Delegacia de Polícia também observa que Gularte disse que apenas deixaram o corpo no campo e que o jovem estaria vivo. “Ele afirma não saber de terem queimado, pois foi embora e que acredita que Iago teria uma dívida com o outro suspeito. Todos seriam dependentes químicos. Nenhum dos dois confessou e não contaram sobre a carbonização do corpo”, relatou.
Os dados da perícia, que ainda estão sendo analisados através do DNA da mãe de Iago e do corpo encontrado, ainda não foram concluídos. “Durante o levantamento do IGP (Instituto Geral de Perícias), eu estava junto, e eles informaram que possivelmente a vítima teria sido esfaqueada no abdômen e estrangulada com uma roupa no pescoço, e após sido queimado”, revela.
Após os trâmites na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), ambos foram encaminhados ao Presídio Regional de Bagé (PRB).

Mais imagens

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...