ANO: 25 | Nº: 6312
19/04/2018 Campo e Negócios

Sancionada lei que reconhece importância cultural do Freio de Ouro

Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini

Sartori assinou legislação que classifica evento de relevante interesse cultural
Sartori assinou legislação que classifica evento de relevante interesse cultural
Um dos eventos mais tradicionais do Rio Grande do Sul ganhou destaque importante, ontem. O governador José Ivo Sartori sancionou a lei que reconhece a prova Freio de Ouro como de relevante interesse cultural do Rio Grande do Sul. A assinatura ocorreu durante solenidade no Palácio Piratini.

A ideia surgiu a partir de um projeto de lei (PL 83/2017), de autoria do deputado Sérgio Turra, e com relatoria do deputado Lucas Redecker, aprovado na Assembleia Legislativa, em 27 de março. Foram 45 fotos a favor e apenas um contra. A proposta também inclui as etapas credenciadoras, classificatórias e a final no calendário oficial de eventos do RS. A lei ainda garante a manutenção da prova Freio de Ouro.

O governador saudou todos os envolvidos na elaboração e na aprovação da lei e destacou que a raça representa a essência do povo gaúcho. “Tem o espírito forte, aguerrido e desbravador do gaúcho, que nunca esmorece diante das dificuldades. Além da questão cultural, tem a importância para o nosso agronegócio. Porque o Freio de Ouro movimenta nossa economia, nosso turismo e coloca o Rio Grande na vitrine do País. Tudo isso sem esquecer do cuidado com o animal”, frisou Sartori.

Segundo o tesoureiro da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Cássio Selaimen, a raça gera quase 400 mil empregos diretos e indiretos no País e movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano. “Trabalhamos com cuidado, com regras, com respeito ao animal, então, esse reconhecimento é muito importante para a raça. A lei vem preservar muito mais do que a parte monetária. Ela preserva a tradição para as atuais e próximas gerações”, destacou.

O Freio de Ouro começou nos anos 1970, em Jaguarão, e hoje é a principal prova da raça. O cavalo Crioulo, aliás, já é reconhecido como um animal símbolo e patrimônio cultural do Estado, pela lei 11.826/ 2002, de autoria do deputado Frederico Antunes.

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