ANO: 25 | Nº: 6259
20/04/2018 Editorial

Questão humanitária

A busca por uma solução que garanta a distribuição de água potável na localidade da Serrilhada, em pauta, ontem, em Bagé, configura-se como uma clássica tratativa na qual a demanda existente é muito além que necessária, mas urgente.

Ora, em plena atualidade, existir locais onde um item tão essencial à vida não seja disponibilizado é exemplo de que há carências flagrantes. Por outro lado, verificar que existem agentes atentos à questão, que compreendem que a busca por solução precisa ser ágil, no mínimo, traz boas perspectivas.

No caso da Serrilhada, a articulação feita pelos representantes de Bagé e Dom Pedrito, especificamente, além de Rivera, trazendo para o debate membros dos governos federais do Brasil e do Uruguai demonstra que não há apenas interesse, mas eficiência de mobilização. Neste cenário, quem ganha, ou ganhará, são os moradores de uma localidade que há anos pleiteiam que sua demanda seja atendida.

Para a região, aliás, demonstrar unidade e força política para resolver uma clara questão humanitária pode representar, futuramente, respostas mais efetiva para uma série de outros gargalos que se apresentem. Nessa avaliação, mesmo que breve, é válido saudar os envolvidos. Primeiramente pela abrangência da discussão promovida e, depois, pela real visualização de medidas que permitam a solução definitiva para a questão.

Na prática, aguarda-se, agora, pelo governo federal do Brasil, que, segundo informado, realizará um pedido formal para que autoridades uruguaias autorizem o fornecimento do hídrico. E isso será fundamental, pelo que se percebe. 

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