ANO: 25 | Nº: 6356

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
21/04/2018 José Artur Maruri (Opinião)

Jesus e os amigos

“Ninguém tem maior amor do que este: ter alguém entregado sua vida por amor”. (João 15:13)
Na localização histórica do Cristo, impressiona-nos a realidade de sua imensa afeição pela humanidade.
Pelos homens, fez tudo o que era possível em renúncia e dedicação.
Seus atos foram celebrados em assembleias de confraternização e de amor. A primeira manifestação de seu apostolado verificou-se a festa jubilosa de um lar. Fez companhia aos publicanos, sentiu sede da perfeita compreensão de seus discípulos. Era amigo fiel dos necessitados que se socorriam de suas virtudes imortais. Pelas lições evangélicas, nota-se-lhe o esforço para ser entendido em as infinita capacidade amar. A última ceia representa uma paisagem completa de afetividade integral. Lava os pés aos discípulos, ora pela felicidade de cada um...
Entretanto, ao primeiro embate com as forças destruidoras, experimenta o Mestre o supremo abandono. Em vão, seus olhos procuram a multidão dos afeiçoados, beneficiados e seguidores.
Os leprosos e cegos, curados por suas mãos, haviam desaparecido.
Judas entregou-o com um beijo.
Simão, que lhe gozara a convivência doméstica, negou-o três vezes.
João e Tiago dormiram no Horto.
Os demais preferiram estacionar em acordos apressados com as acusações injustas. Mesmo depois da Ressurreição, Tomé exigiu-lhe sinais.
Quando estiveres na “porta estreita”, dilatando as conquistas da vida eterna, irás também só. Não aguardes teus amigos. Não te compreenderiam; no entanto, não deixes de amá-los. São crianças. E toda criança teme e exige muito”.
(Referências: “O Evangelho por Emmanuel”, comentários ao evangelho segundo João. Coordenação de Saulo Cesar Ribeiro da Silva. Editado pela Federação Espírita Brasileira no ano de 2017. p. 254-255)

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