ANO: 25 | Nº: 6335

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
28/04/2018 José Artur Maruri (Opinião)

Alegria e gratidão

Em outra oportunidade tivemos o ensejo de traçar algumas linhas sobre o processo educativo da família.
Foi possível tecer algumas considerações sobre a possibilidade que temos de avançar em progresso, mas sem descartar que devemos educar-nos primeiro a fim de que estejamos aptos a oferecer o melhor exemplo, de forma que o dia em que nos reunirmos novamente para prestarmos contas de nossas ações possamos regozijar-nos na paz do Senhor.
E os Espíritos superiores apontam-nos dois sentimentos que poderão auxiliar-nos no avançar do caminho: a alegria e a gratidão.
“Regozijai-vos sempre” dizia Paulo, em I Tessalonicenses, 5:16.
É importante que possamos alegrar-nos de estarmos vivenciando novas experiências na carne pela graça do Senhor. E como a alegria entusiasma!
No entanto, como podemos estar alegre numa Terra onde parece que o mau frequentemente prospera e o homem de bem é alvo de todas as aflições?
O questionamento é sempre bem-vindo quando estamos a estudar as luzes que advém do Espiritismo. Na obra “O Que é o Espiritismo” encontramos a mesma indagação feita por Allan Kardec aos espíritos que responderam parecer uma extrema injustiça se considerarmos apenas a vida presente, se crermos ser ela única.
Quando consideramos a pluralidade das existências e a brevidade de cada uma com relação à eternidade, não veremos qualquer injustiça na obra do Senhor. Ah! E como a fé inabalável no porvir pode trazer consolações e alegrias.
O estudo do Espiritismo prova que a prosperidade do mau tem terríveis consequências nas existências seguintes e que as aflições do homem de bem são, ao contrário, seguidas de uma felicidade tanto maior e durável quanto ele as suportou com mais resignação; é para ele como um dia infeliz em toda uma existência de prosperidade.
Dessa forma, além de nos alegrarmos, sejamos gratos!
Joanna de Ângelis, na obra Psicologia da Gratidão, revela-nos que a gratidão deve ser vivenciada em todos os momentos da existência corporal. Filha do amadurecimento psicológico, enriquece de paz e de alegria aquele que a cultiva”.
Mais uma vez alegria e gratidão se entrelaçam como sentimentos enobrecedores da alma.
Joanna prossegue:
- “A gratidão individual é uma nota harmônica a contribuir para a sinfonia universal, ampliando-se e tornando-se um sentimento coletivo que proporciona o equilíbrio social e espiritual da humanidade”.
A gestão da alegria, do entusiasmo, do amor e da gratidão, individualmente e no lar, irá proporcionar, além de equilíbrio espiritual para a família e para a sociedade, a gênese da nova era, da era de regeneração do nosso amor pelo Cristo de Deus.

     (Referências: Allan Kardec. O Que é o Espiritismo. IDE Editora. p. 130. Miriam Masotti Dusi. Espiritualidade nas Relações, para viver e conviver em paz. Educando a afetividade no Relacionamento Familiar)

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