ANO: 25 | Nº: 6378
01/05/2018 Editorial

Aguardados canteiros

O Painel de Obras, divulgado na semana passada, pelo Ministério de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, atestou certas dificuldades, na administração pública, para a aplicação de recursos destinados pela União por parte dos municípios. Uma das principais questões, segundo o estudo, que comprometiam as empreitadas e acabavam resultando na devolução definitiva das verbas, era a impossibilidade de finalização de empreendimentos.
No caso de Bagé, uma série de empreitadas foram listadas dentro da análise, que utilizou dados de 2012 a 2016. Neste mesmo período, por pouco, é bem verdade, um empreendimento quase integrou essa lista: a revitalização dos canteiros da avenida Osório. Iniciada em 2011, a obra foi paralisada em duas oportunidades, por empresas diferentes, por divergências em questões burocráticas. Além disto, mais de três processos licitatórios foram lançados e, em mais de uma oportunidade, nenhuma empresa demonstrou interesse.
Numa visão simples, era possível conjecturar que tal revitalização, cedo ou tarde, passaria a ser inviabilizada. E diga-se de passagem, não por falta de atendimento de exigências, mas pela mera escassez de alternativas para fazer com que os serviços tivessem andamento e, desse modo, prazos fossem respeitados.
Porém, conforme divulgado ontem, pela Prefeitura de Bagé, os trabalhos, enfim, devem ser finalizados, sete anos depois. Segundo anunciado, após uma reanálise do projeto e a reprogramação das etapas para a recuperação, realizadas pela equipe técnica de Secretaria de Gestão, Planejamento e Captação de Recursos (Geplan), foi feita nova chamada para licitação, sendo uma empresa selecionada para executar o serviço.
A previsão, neste momento, é que o procedimento seja concluído em meados de junho e entregue, posteriormente, de acordo com o previsto no contrato entre a vencedora da licitação e o Executivo. Na prática, a obra, cujo foco é recuperar estruturas que embelezam uma das principais vias da área central da cidade, marcada pelo uso de pedras importadas de Portugal em sua base, se configura como a recuperação de uma proposta que quase se tornou inviável.

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