ANO: 26 | Nº: 6523
10/05/2018 Cidade

General Candiota é homenageado por familiares e militares da 3ª Bda C Mec

Foto: Dhésika Vidikin/Especial

Militares, familiares e comunidade local prestaram homenagem ao general de divisão Luiz Felipe Médici Candiota, na manhã de ontem, quando suas cinzas foram entregues ao Cemitério da Santa Casa de Caridade de Bagé. O evento, realizado pela 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (3ª Bda C Mec), serviu como uma homenagem ao militar que comandou a grande unidade, entre 1993 e 1995 e o 3º Regimento de Cavalaria Mecanizado (3º RC Mec), de 1985 a 1986.
As celebrações iniciaram com a chegada da esposa do general, Marta Candiota, e suas filhas, Rosane e Clarissa, ao local. Logo após, os presentes participaram de cerimônia religiosa na capela do Cemitério e colocaram a urna no local determinado pelos familiares do general.
Na ocasião, Marta destacou o amor do militar pela sua terra natal. “Eu e meu marido nascemos em Bagé e nos criamos aqui. Mesmo que tenha ocupado outras funções de destaque, a grande realização dele foi poder comandar o R C Mec e a Brigada de Cavalaria Mecanizada. Nas duas ocasiões, foi ele quem escolheu servir aqui”, explica.
Ela também revela que a escolha de enfeitar a lápide com a frase “Contigo aprendemos” foi uma decisão da família, que decidiu a sentença ao perceber a frequência nos relatos de amigos e militares que comandou ou serviu junto. “Todos diziam que ele os ensinou muito”, conta.
A filha Clarissa explica que a escolha de trazer as cinzas do general a Bagé foi para cumprir com sua vontade. “Era desejo dele voltar à terra natal e ficar aqui. Era um homem de poucas palavras e de bons exemplos, que tinha orgulho da sua terra natal”, destaca.
O general José Ricardo Vendramin Nunes, que atualmente ocupa a função de comandante da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (3ª Bda C Mec), também destaca Candiota como “Filho da Terra”, que escolheu e passou uma parte fundamental de sua carreira em Bagé e no Rio Grande do Sul. “Escolheu comandar aqui para se integrar com a comunidade e prestar apoio e conviver com as pessoas da sua terra, é mais que uma obrigação prestarmos estas cerimônias, é uma honra”, declara.
O chefe do setor de comunicação social da 3ª Bda C Mec, coronel José Antônio Marques da Silva, que serviu junto ao general em duas oportunidades, em Bagé e Brasília, salienta a educação de Candiota com os demais militares das unidades. “Era um cavalheiro, jamais levantava a voz e mandava com naturalidade”, lembra.
As homenagens foram finalizadas com uma missa na Capelania Militar. A família do homenageado agradece a ajuda do coronel e antigo chefe do Estado-Maior da Terceira Região Militar, Paulo César Carneiro do Amaral, e sua esposa, Vilma, que os acompanharam e levaram até a cerimônia.
“Obrigado Bagé! Mesmo morando pelo mundo, nós nascemos aqui e ensinamos nossos filhos a amar a nossa terra”, finaliza a filha do general, Clarissa Candiota.


Doação

Aproveitando a visita, a família Candiota realizou a doação de pertences do general ao Museu Dom Diogo de Souza. “Meu marido jogou polo por toda a vida e era um dos esportes que ele mais se destacava. Estamos oferecendo um capacete de polo e as joelheiras que eram preciosidade dele. Também oferecemos um prêmio que ele recebeu de polo, uma fotografia de quando ele recebeu o comando da Terceira Região Militar”, conta a esposa do general.
Em resposta, as integrantes da comissão gestora do museu, Maria Luiza Pêgas e Carmen Barros, agradeceram a confiança que a família Candiota depositou no seu trabalho e destacaram que os pertences serão uma grande aquisição para o acervo militar da instituição, que é mantida pela Fundação Attila Taborda (FAT/Urcamp). “Esse material é o início de uma coleção que a família está juntando para entregar ao museu. Ele enriquece nosso acervo e é muito bem-vindo, pois é uma conquista, tanto para o contexto militar quanto histórico”, afirmam as integrantes da comissão gestora.


Trajetória

Natural de Bagé, Luiz Felipe Médici Candiota faleceu no dia 30 de outubro de 2017, aos 78 anos, em Porto Alegre. Deixou a esposa Marta Farinha Candiota, as filhas Rosane, Clarissa e Thaís e netos Marta, Eduardo e João Gabriel.

Ele também foi adjunto de operações na 6ª DE e instrutor da Escola de Polícia do Rio Grande do Sul, depois da Escola de Estado-Maior. Foi oficial de gabinete do ministro do Exército e assessor parlamentar. Adido militar em Portugal (1989-91), ainda serviu no Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), em Brasília. Também chefiou a Seção de Operações Terrestres e o Gabinete do Departamento de Pessoal.
Como general, dirigiu a seção de Inativos e Pensionistas, comandou a 3ª Região Militar (1997-1999) e dirigiu o Departamento de Mobilização. Foi agraciado com as medalhas Militar do Pacificador, do Mérito Tamandaré e Comendador do Mérito Militar, Naval e das Forças Armadas. Em Portugal, recebeu a Medalha Militar do Exército Lusitano. Passou para reserva em 2000.

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