ANO: 26 | Nº: 6588
10/05/2018 Fogo cruzado

Presidente da Assembleia Legislativa sugere que políticos visitem CRM

Foto: Divulgação

Santos visitou unidade de Candiota na terça-feira
Santos visitou unidade de Candiota na terça-feira
Após visita à unidade de Candiota da Companhia Riograndense de Mineração (CRM), na terça-feira, 8, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marlon Santos, do PDT, reiterou sua posição contrária às privatizações, criticando os parlamentares que apoiam a proposta do governo. “A grande verdade é que logo ali, passando a ponte pro lado de Caçapava do Sul e de Bagé, o pessoal já não sabe mais o que é CRM”, afirmou, fazendo menção aos políticos que apoiam a venda das estatais e desconhecem a abrangência das empresas públicas.
Marlon questiona o valor real da estatal e o valor que o governo julga ser o coerente, ‘diante de uma tentativa desprezável de privatização’. O Executivo quer vender por R$ 160 milhões, uma empresa que vale R$ 65 bilhões. Só uma das máquinas da CRM dá mais da metade do valor daquilo que o governo está pedindo na possível venda. Não tem como acreditar nisso”, observa. “Temos 90% do melhor carvão do Brasil. Isso é riqueza nossa”, falou Marlon, aproveitando para convidar o governador José Ivo Sartori, do MDB, e o vice-governador José Paulo Cairoli, do PSD, a visitarem a CRM. “A melhor coisa, tenham certeza, é virem aqui dar uma olhada”, sugeriu.

Plebiscito
Marlon, como já havia afirmado em outras oportunidades, mais uma vez enfatizou que “não há clima para votação deste tipo de proposta na Assembleia”. Disse que, por ser presidente da Assembleia, fará a sua parte, que é a de levar o assunto até à Mesa. Porém, adianta que seu voto será contrário. Segundo ele, “o projeto é complexo, ainda nebuloso, há um trâmite a ser respeitado, muitos pontos precisam ser exaustivamente discutidos e o assunto carece de explicações à população”.
O parlamentar é muito claro em suas colocações, de que não é possível haver um plebiscito sem que a população conheça de verdade o assunto. “Não sou contra o plebiscito, mas a população tem que tomar conhecimento do assunto, do que são estas estatais. Por que não podem ser feitos esclarecimentos às pessoas? Não pode levar a CRM, e demais estatais, à população como se elas fossem um patinho feio ”, advertiu.

CEEE e Sulgás
Mesmo que sua visita tenha sido à CRM, Marlon, nas suas falas, durante seminário na Câmara de Vereadores de Candiota, que teve como tema o “Papel da Energia no Desenvolvimento da Região da Campanha”, defendeu a todo momento as demais estatais de energia, CEEE e Sulgás. “A CEEE só nos seus cabeamentos de fibra óptica e todo alinhamento que já tem de instalação de postes, serviria para qualquer empresa de telefonia de qualquer parte do mundo vir explorar o serviço aqui dentro. Aí ficam tratando a CEEE como se ela fosse uma coitada, nada estratégica, depenada, sem sentido nenhum”. Sobre a Sulgás, o presidente do parlamento destacou um projeto que já está em andamento em Montenegro.

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