ANO: 25 | Nº: 6313

Fernando Risch

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Escritor
18/05/2018 Fernando Risch (Opinião)

Ansiedade


São 23h36min de quarta-feira. Estou deitado, escrevendo em um caderno, embaixo de dois cobertores. Deve estar uns nove graus, quase consigo ver a calefação da minha respiração. Eu poderia fechar os olhos e tentar dormir. O primeiro despertador tocará 7h20min. São quatro no total, em sequência, para evitar que as forças subconscientes do sono me façam não chegar ao trabalho. Mas tenho medo de fechar os olhos e ver a ansiedade não me deixar dormir.
 
Trabalho. Que palavra relativa. Isso que estou fazendo agora, escrevendo estas linhas, mesmo sendo um mero colaborador deste jornal, para mim é trabalho. Comprometi-me em escrever esta coluna e enviá-la ao MINUANO até quinta-feira, cedo da tarde. Veja as fotos desta edição. Comece pela minha, aqui em cima, com este olhar penetrante e cafona. Estão ótimas. Graças a essa magnífica impressão gráfica, meu prazo é mais curto. E prazos causam ansiedade, e se eu fechasse os olhos agora, sem escrever isto, teria ansiedade.
 
Amanhã eu trabalho. Oito horas da manhã. Para mim, que escrevo, amanhã é quinta; para você, que lê, amanhã é sábado. E amanhã, quinta-feira, além de gritar em um microfone por algumas horas, tenho reuniões, ligações, processos a cumprir. Trabalho. Não é o trabalho convencional, com CLT e tudo mais. São compromissos com prazos, e tudo isso causa ansiedade. Maldita ansiedade.  
 
Já me sinto melhor, está passando. Escrever minhas ânsias me acalma. Obrigado por lerem. Sei que muitos são como eu, perdem o sono por causa da desgraçada da ansiedade. Eu escrevo e ela passa. Encontrem aquilo que resolve para vocês. Com licença que agora preciso apagar a luz e dormir, amanhã tem encrenca pra resolver. Espero que ela não me encontre nas próximas horas, a canalha da ansiedade.

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