ANO: 25 | Nº: 6437
24/05/2018 Cidade

Mobilização dos caminhoneiros já afeta alguns serviços em Bagé

Foto: Tiago Rolim de Moura

proprietaris estimam que em dois dias não haja mais combustivel
proprietaris estimam que em dois dias não haja mais combustivel

Com algumas estradas bloqueadas em virtude da paralisação nacional dos caminhoneiros, que iniciou na segunda-feira, vários serviços estão sendo prejudicados em Bagé. A situação está afetando, por exemplo, postos de gasolina, assim como as entregas dos Correios. O setor de alimentação ainda não sofreu consequências, mas as empresas do setor temem a continuidade do atual cenário.

Correspondências
A agência dos Correios em Bagé, bem como em todo o País, suspendeu, temporariamente, as postagens das encomendas com dia e hora marcados (SEDEX 10, 12 e HOJE). Em nota, os Correios informaram que a paralisação irá comprometer a distribuição desses serviços. O informe ressaltou que haverá o acréscimo de dias no prazo de entrega dos serviços SEDEX e PAC, bem como das correspondências enquanto perdurarem os efeitos da greve.
O comunicado também informou que a empresa entrega, mensalmente, cerca de meio bilhão de objetos postais, dentre eles, 25 milhões de encomendas. São mais de 25 mil veículos, 1.500 linhas terrestres e 11 linhas aéreas que circulam pelo Brasil, de Norte a Sul. “Os Correios estão acompanhando os índices operacionais de qualidade de toda essa cadeia logística e, tão logo a situação do tráfego nas rodovias retorne à normalidade, a empresa reforçará os processos operacionais para minimizar os impactos à população”.


Combustíveis

O MINUANO realizou um levantamento em alguns postos de combustíveis de Bagé. A maioria informou que ainda tem estoque, mas em alguns já falta diesel e, em outros, gasolina aditivada e comum. Os roprietários estão preocupados com a situação, mas apoiam a mobilização. Eles projetam que, em dois dias, possa acabar as reservas.
Um dos proprietários informou que seus caminhões estão parados em barreiras realizadas em Rio Grande. Ele, aliás, notou o aumento da demanda. “As pessoas estão preocupadas com a falta dos combustíveis , mas a política de preços está insustentável e temos que apoiar a mobilização”, disse um dos empresários, que já está sem gasolina aditivada.
Outro empresário destacou que a empresa não tem mais diesel e teme que a gasolina acabe. “Temos distribuidora em Bagé, mas se a mobilização continuar vai acabar o produto. Mas faz parte, temos que pensar no todo, essa situação está insustentável”, reforçou.
Em outro posto contatado, por outro lado, o estoque ainda está dentro do normal. Segundo o gerente, em sua empresa, não houve aumento da demanda.

Alimentação
As redes de supermercados ainda não estão sofrendo com a paralisação. De acordo com o gerente de Marketing do Nicolini, Selmo Dias, a empresa tem boa estocagem de perecíveis e os hortifrutis são adquiridos no mercado interno e de produtores da região. Segundo ele, a empresa mantém as ofertas, mas torce para que haja definição e resultado com a mobilização.

Ato local
O fluxo de caminhões no trevo da avenida Santa Tecla diminuiu, ontem, no terceiro dia de manifestação. A informação é que a mobilização seguirá em todo o País, por tempo indeterminado.
O governo anunciou que irá eliminar a Cide, tributo que incide sobre o diesel quando o Congresso Nacional aprovar o projeto de reoneração da folha de pagamentos. Se o projeto for aprovado, deve ocorrer um aumento nas receitas da União, que, em troca, cortará o tributo incidente sobre o diesel.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a alíquota atual da Cide sobre o diesel representa menos de R$ 0,05 por litro.

Informações da PRF
No trecho da delegacia da Polícia Rodoviária Federal da região, no momento, há bloqueio apenas em São Gabriel, no km 422 da BR-290, para veículos de carga. Veículos de passeio são liberados.
Em Bagé, no km 182 da BR-293, e em Dom Pedrito, no km 248 da BR-293, há manifestação, mas, até o momento, não houve bloqueio do fluxo de veículos.

 

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