ANO: 25 | Nº: 6231
26/05/2018 Cidade

Prédios de Santa Fé devem receber reparos emergenciais

Foto: Tiago Rolim de Moura

Parte do sobrado ruiu
Parte do sobrado ruiu
Pelo menos dois prédios da cidade cenográfica de Santa Fé, situada no Parque do Gaúcho, devem receber reparos emergenciais, a partir da próxima semana. O sobrado e a igreja são os mais avariados devido às intempéries. A cidade cenográfica foi criada, há mais de seis anos, para as filmagens de ‘O Tempo e o Vento’. A estrutura foi feita para durar seis meses.
De acordo com a secretária municipal de Cultura e Turismo, Anacarla Flores, o projeto para reconstruir toda a cidade cenográfica custa cerca de R$ 4 milhões e é inviável sem uma lei de incentivo. Porém, há uma parceria entre prefeitura, Conselho Municipal de Turismo e Associação de Santa Fé, que está realizando ações e angariando recursos para as reformas emergenciais. “Nós entramos com a mão de obra para as manutenções”, diz.
De acordo com a vice-presidente da Associação de Santa Fé, Clori Peruzzo, foram realizados dois jantares, neste semestre, para a manutenção emergencial. O valor arrecadado, em torno de R$ 9 mil, será utilizado para a compra do material, como estacas que irão manter os prédios. Na segunda-feira, haverá uma reunião para definir o cronograma.
Segundo a coordenadora de Turismo do município, Silvana Carvalho da Silva, Santa Fé conta com 14 prédios. Dois deles, o Bolicho do Nicolau e a estrutura dos banheiros, já foram feitas de alvenaria. O prédio que representa a Câmara de Santa Fé está com 70% da obra concluída em alvenaria.
Silvana ressalta que o deputado federal Afonso Hamm, do PP, disponibilizou uma emenda de R$ 270 mil para a obra do sobrado, mas como o recurso aguarda liberação, é preciso refazer parte do prédio e telhado, que sofreram avarias. “É uma área de interesse cultural do Rio Grande do Sul, porque conta nossa história. A situação é difícil, mas precisamos resgatar esse patrimônio. Para isso, contamos com apoio da população”, salienta.
A cidade cenográfica recebe entre 80 e 100 turistas por mês, a maior parte de pessoas de fora de Bagé. O espaço fica aberto de quarta-feira a domingo, das 13h30min às 16h30min, e é cobrado um valor simbólico de R$ 5 para as visitações.

 

 

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