ANO: 24 | Nº: 6110
30/05/2018 Esportes

Bajeense destaca apoio da família para completar 110 quilômetros em prova do Uruguai

Foto: Divulgação

A bajeense Lidiane da Luz foi a única mulher a completar a ultramaratona realizada no Uruguai, no final de semana. No total, 30 pessoas disputaram - cinco delas mulheres. Apenas nove conseguiram concluir a prova. Lidiane percorreu 110 quilômetros e conseguiu terminar o percurso em 14 horas e 55 minutos. No total, os inscritos tinham 15 horas para terminar o trajeto.
A atleta conta que começou a treinar, há três anos, com o objetivo de perder peso, mas acabou gostando e não parou mais. “Comecei com corridas de três ou cinco quilômetros, no máximo, mas queria ir além”, lembra. Com apenas três meses de preparação, a bajeense encarou a primeira meia maratona, com 21 quilômetros e conseguiu completar o trajeto. “Meu sonho é participar do Ultra Race, uma prova de 230 quilômetros, que vai de Rio grande ao Chuí”, comenta. Para a prova do Uruguai, Lidiane estava focada há cinco meses.
Ela conta que a maior motivação para conseguir completar o percurso é a sua família. “Meus pais e meu esposo me auxiliam nos treinos e nas provas, sempre estão comigo. Choro todo tempo pensando na minha filha (de nove anos)! Ela ama tudo isso! Os olhinhos brilham”, diz.
A largada foi dada às 5h. A competidora lembra que teve 20 minutos para completar os três últimos quilômetros até a chegada. “Depois de ter percorrido por mais de 100 quilômetros, meus pés já quase não aguentavam mais, estavam muito queimados”, declara. Lidiane foi acompanhada pela mãe, Mara Garcia, pelo pai, Wilson Cabral Garcia, pelo marido,Ricardo da Luz, e pela filha, Manuela da Luz.
A família foi dividida em dois carros e acompanhou a corredora ao longo do trajeto. O esposo de Lidiane chegou a descer do carro e correr ao lado da esposa, como incentivo para que ela chegasse ao final. “Por mais difícil que tenha sido, nunca me passou pela cabeça a ideia de desistir. Primeiro, porque a Manu estava lá, junto com os meus pais, e não seria um bom exemplo para minha filha. Ela precisa saber que por mais que as coisas estejam difíceis, não podemos nos entregar. É isso que eu ensino para ela, é também porque tenho muitos amigos que estavam aqui torcendo muito por mim, eu não poderia decepcionar eles”, declarou.
Lidiane chegou a ser diagnosticada, aos 17 anos, com meningite. Ela conta que o médico informou, à família, que havia a possibilidade dela não recuperar os movimentos do corpo. Atualmente, ela conta que os pais vão junto e a acompanham nas viagens, para diferentes cidades, onde são realizadas competições. O esporte também acabou fazendo com que a família passasse a oferecer um serviço de alugar brinquedos para festas. Isto, conforme a atleta, para cobrir os gastos gerados com as corridas e pela falta de patrocínio.
O próximo desafio será uma corrida no Uruguai, em outubro, com 60 quilômetros, de Aceguá a Melo.

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