ANO: 24 | Nº: 6011
12/06/2018 Fogo cruzado

Fogaça acredita que mobilização será desafio das eleições

Foto: Antônio Rocha

Candidatura de ex-prefeito de Porto Alegre depende de aprovação em convenção agendada para final de julho
Candidatura de ex-prefeito de Porto Alegre depende de aprovação em convenção agendada para final de julho
Cumprindo agenda de pré-candidatura à Câmara dos Deputados, pelo MDB, José Fogaça se reuniu, ontem, com apoiadores, em Bagé. A pauta da roda de conversa com o ex-senador, realizada no restaurante Le Bistrô, incluiu debates sobre o panorama político e os obstáculos que devem pontuar o pleito de outubro. “Mobilizar as pessoas nas discussões será o principal desafio.
Quando mais se aprofundar a discussão política, mais se ajuda a desfazer esta incerteza”, avalia.
A agenda de Fogaça serviu para conhecer demandas locais, em um cenário de expansão do MDB. “O partido tem um protagonismo interessante na política municipal, com lideranças importantes se firmando. É importante ouvir as expectativas”, justificou o pré-candidato, que foi acompanhado, em visita ao Jornal MINUANO, pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Bayard Paschoa Pereira.
O ex-prefeito de Porto Alegre, primeiro chefe do Executivo reeleito na capital gaúcha, também falou sobre a conjuntura estadual. Ele lamentou o arquivamento, por parte da Assembleia Legislativa, da proposta que poderia viabilizar a realização de um plebiscito sobre as privatizações de três estatais – projeto estratégico para o governo estadual. “Com a consulta, teríamos uma experiência democrática importante. Seria uma forma de estimular a participação no processo”, pontua. Fogaça acredita que o tema pode ser retomado durante o pleito, com ênfase menor, simplesmente ‘por estar relacionado às finanças do Estado’.
Antes do encontro com representações do MDB bajeense, o pré-candidato falou, ainda, sobre as incertezas alimentadas pela reforma eleitoral. Fogaça acredita que o fim das coligações proporcionais, que entra em vigor em 2020, representa um avanço, mas ele defende uma mudança no sistema, com o estabelecimento do voto distrital. “No modelo em vigor, a relação com o candidato é muito diluída. Pode ocorrer de votar em alguém que não se elege, mas cujo voto contribui para a eleição de outra pessoa. O eleitor fica perdido”, analisa.

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