ANO: 24 | Nº: 5959
13/06/2018 Segurança

BR-153 está entre as rodovias mais perigosas do País

O Conselho Nacional de Transporte realizou uma pesquisa, entre os anos de 2007 e 2017, que identificou as 10 rodovias mais perigosas do País. Entre estas, figurou a BR-153, que passa por Bagé e Aceguá.
Segundo o estudo, um dos problemas apontados, além da imprudência, é a infraestrutura das rodovias. Esses incidentes custaram cerca de R$ 10,7 bilhões para o governo, custo dividido entre despesas hospitalares, atendimento e remoção das vítimas, remoção dos veículos, perda de carga transportada e danos à propriedade pública e privada. O valor é maior do que o investido nessas vias, no mesmo período, que foi de R$ 7,9 bilhões.
As BRs com mais acidentes, entre 2007 e 2017, foram, pela ordem: a BR-101, que liga a cidade de Touros (RN) a São José do Norte (RS), com 12.010 mortes; a BR-116, que liga Fortaleza (CE) a Jaguarão (RS), com 11.696 óbitos; a BR-153, que liga Marabá (PA) a Aceguá (RS), com 3.912 pessoas mortas; e a BR-381, que liga São Mateus (ES) a São Paulo (SP), com 3.495 vítimas fatais.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que forneceu as bases estatísticas para o estudo, na região da Campanha há acidentes, mas de menor proporção em relação ao norte do País. Os tipos de sinistros mais comuns são colisão (57,3%), saída de pista (14,5%), capotamento (11,8%) e atropelamento (8,4%), no período de 2007 a 2017.
Diego Brandão, assessor de comunicação nacional da PRF, concorda com o estudo. "O maior motivo dos acidentes fatais são os causados por colisão frontal, aliada ao excesso de velocidade e, às vezes, fatores climáticos e fatores mecânicos, quando o carro perde o controle por alguma falha técnica e invade a outra pista", sustenta. Para ele, o tempo para a PRF atender um chamado "depende da estrutura do local". Estradas pouco movimentadas, que têm menos atenção da PRF, por exemplo, podem demorar mais para que o socorro chegue. "Nós fiscalizamos 70 mil quilômetros com cerca de 10 mil policiais", disse o assessor.
As BRs-101, 116, 153, 381, 040, 316, 364 e 262 concentram 50,9% das mortes ocorridas no período de 2007 a 2017. Considerando as 27 rodovias que contabilizam 80,4% dos óbitos no período de 2007 a 2017, destaca-se a BR 376, com um aumento de 346,9% nas mortes, passando de 32 mortes, em 2007, para 143, em 2017.

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