ANO: 25 | Nº: 6256
19/06/2018 Editorial

Alternativa almejada

Melhorar a circulação de veículos, em especial os de carga, consiste em uma estratégia pela qual qualquer gestor ganha a possibilidade de visualizar melhores resultados no âmbito econômico. Um exemplo bem claro desta afirmativa pode ser percebido nos municípios que, a cada período de safra, intensificam os serviços de manutenção em suas principais estradas utilizadas para o escoamento da produção. É a política do investimento pelo retorno, não apenas do apreço popular.

Desse modo, criar novas alternativas de mobilidade devem integrar qualquer política de desenvolvimento – em que pese, não trata-se apenas da questão urbana. Na Metade Sul gaúcha, aliás, uma iniciativa aventada há certo tempo e que prometia reforçar a malha rodoviária, inclusive estimulando o setor produtivo na região da fronteira com o Uruguai, ainda carece de definições: a pavimentação da Transcampesina.

A obra, articulada pelo Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico (Cideja), teve início em 2012, pelo então presidente do grupo, o ex-prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador. A proposta, ousada,é claro, pretendia asfaltar um trecho de quase 200 quilômetros de extensão, iniciando em Aceguá e se estendendo até Herval. A obra, claro, se concretizada, ganharia espaço no setor de transporte da produção primária, em especial por servir de ligação a uma quantia significativa de estabelecimentos do setor.

Por outro lado, a Metade Sul, bem menos privilegiada pelas políticas de estímulo em infraestrutura, ao menos no comparativo com as regiões Central e Norte do Rio Grande do Sul, ganharia uma alternativa para lá de vantajosa para incrementar negócios e gerar novas receitas. Primeiro por passar a contar com uma rodovia direta entre o Uruguai e o Porto de Rio Grande, principal destino de boa parte dos cultivos aqui produzidos, como a soja por exemplo. Esta cultura, aliás, que vem gerando bons resultados aos sojicultores pelos preços atrativos do mercado, poderia, de fato, crescer exponencialmente.

A questão atual é simples. Deve ser colocado na mesa se o investimento trará retorno suficiente. Na teoria, ao menos, isso seria óbvio. E se assim vale, é preciso, claro, mais atenção não apenas de quem pleiteia a obra, mas dos que avaliam a proposta na capital da Nação. Até porque, faz tempo, a Metade Sul merece uma resposta de estímulo, no mínimo, mais atrativa por parte de quem comanda do País, seja quem for.

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