ANO: 26 | Nº: 6494
20/06/2018 Cidade

Documentário "Grupo de Bagé" ganha exibição no Museu Nacional de Belas Artes

Foto: Pablo Escajedo/EspecialJM

Longa retrata movimento artístico protagonizado por Glênio Bianchetti, Glauco Rodrigues, Carlos Scliar e Danúbio Gonçalves
Longa retrata movimento artístico protagonizado por Glênio Bianchetti, Glauco Rodrigues, Carlos Scliar e Danúbio Gonçalves

Considerado um dos mais importantes do País, o Museu Nacional de Belas Artes exibe amanhã, às 18h, no salão nobre, o longa-metragem "Grupo de Bagé", de Zeca Brito ("A Vida Extra-ordinária de Tarso de Castro"). A sessão única e gratuita será seguida de debate com o diretor e equipe. O documentário narra a história e o legado do Grupo de Bagé, movimento artístico do RS surgido nos anos 1940, protagonizado pelos pintores e gravadores Glênio Bianchetti, Glauco Rodrigues, Carlos Scliar e Danúbio Gonçalves. A realização é da Anti Filmes e Boulevard Filmes e tem exibição garantia no Canal Curta!. O diretor também assina o roteiro (junto com Gladimir Aguzzi) e produção, com Letícia Friedrich, Frederico Ruas e Lourenço Sant'Anna.
"Nasci em Bagé e minha iniciação em artes foi através da gravura. Um filme sobre esses heróis é uma forma de agradecer pelo caminho que eles abriram para muitos artistas", acredita Zeca Brito. Sobre a premiere carioca do longa dentro do circuito museológico brasileiro, o cineasta relembra que foi através do Salão Nacional de Belas Artes, realizado no MNBA, na década de 1940, que os artistas do Sul alcançaram o seu reconhecimento nacional. O Grupo de Bagé fez da gravura uma maneira de popularizar a arte, com temáticas realistas e de denúncia social. Um dos temas de destaque do documentário é a apropriação do trabalho do grupo pelo sistema das artes brasileiras, do pampa gaúcho aos palácios de Brasília.
O longa conta com depoimentos de teóricos como Néstor García Canclini e Nicolas Bourriaud e os artistas Anico Herskovits e Cildo Meireles, entre outros, que investigam a trajetória do grupo. "Partimos de uma recuperação biográfica e histórica do Grupo de Bagé, a contextualização artística, cultural e política da região em que viviam à época", conta o diretor. "Buscamos recuperar e compreender os elementos que estabeleceram as condições para que os jovens artistas alcançassem uma identidade estética própria e, cada um a sua maneira, conduzissem os ideais e as características artísticas e políticas do grupo que criaram", resume Brito.
Em Porto Alegre, o longa ganha sessão especial em agosto, no Instituto Goeth.

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