ANO: 24 | Nº: 6104
21/06/2018 Cidade

Audiência pública debate qualidade do transporte público

Foto: Tiago Rolim de Moura

Ato serviu para apresentação de questionamentos às empresas que prestam serviço na atualidade
Ato serviu para apresentação de questionamentos às empresas que prestam serviço na atualidade
Prestes a completar 10 anos da concessão para o transporte coletivo, a Comissão Especial de Transporte Público Convencional de Bagé realizou, ontem, uma audiência pública para ouvir a comunidade sobre a qualidade do serviço. A reunião aconteceu na Câmara de Vereadores. Durante o evento, o prefeito Divaldo Lara questionou a última licitação e disse que não tem medo de realizar um novo certame, trocando as empresas.

Entre as principais reclamações da população constavam o transporte porta à porta, a acessibilidade e manutenção dos veículos, além do horário dos coletivos. Conforme um dos integrantes da comissão e secretário de Segurança e Mobilidade Urbana (SSM), Luís Diego Soares, o Executivo está negociando, com a Consultoria Júnior da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), a realização de uma pesquisa de satisfação, diretamente com os usuários, para ter base para um novo contrato com as atuais empresas ou com as novas, caso haja novo processo licitatório e outras vençam o pleito.

Soares apresentou um relatório sobre as empresas. O documento mostrou que, nas 16 linhas realizadas pelas duas empresas, passam 36 mil passageiros por dia e cerca de um milhão mensalmente. Desses, oito mil são de gratuidade.

Contratos

Outro integrante da comissão e coordenador de captação e recurso da prefeitura, Márcio Pestana, salientou que, após a realização da pesquisa, e antes de qualquer definição sobre o contrato das empresas, (renovação ou licitação), haverá outra audiência pública para ouvir a necessidade dos usuários.

Pestana ressaltou que no último processo licitatório, realizado há uma década, não havia sido aprovado o Plano de Mobilidade Urbana e, com isso, deverá haver muitas mudanças na nova contratualização. Ele citou a obrigatoriedade de um aparelho de GPS para que a prefeitura possa acompanhar a trajetória dos veículos durante o percurso.

Valores baixos

Em sua manifestação, o prefeito lembrou que a avenida Attila Taborda, que deveria ter sido realizada através de parceria com as duas empresas, Anversa e Stadtbus, não aconteceu desta forma. Ele enfatizou que a Stadtbus não cumpriu com o parceria e não concedeu material para realização dos trabalhos. "Iremos avaliar o melhor para a comunidade, nesses moldes que foi realizado o contrato passado. A margem de lucro das empresas é muito alta e o valor da concessão, para 10 anos, muito baixo, em torno de R$ 2 milhões", disse.

O prefeito ainda frisou que se uma das empresas sair, os funcionários não ficarão sem emprego. "Podem bater no meu gabinete que o assunto é comigo", garantiu.

Respostas

No final da audiência, a representante da empresa Anversa, Maria da Graça Anversa, e o gerente da Stadtbus, Alexandre Solari, responderam aos questionamentos dos usuários do transporte e dos vereadores. Eles se colocaram à disposição para resolver os problemas pontuais, em parceria com a SSM.

O titular da secretaria lembrou que ainda é possível enviar reclamações e sugestões para a melhoria do transporte, através do site da prefeitura www.bage.rs.gov.br. Após todas as informações da audiência e do site serem compiladas, será realizado um relatório com o que foi demandado.

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