ANO: 24 | Nº: 6136
21/06/2018 Cidade

Campanha de vacinação contra gripe encerra amanhã

Foto: Tiago Rolim de Moura

Bagé terminou semana passada com 80% do público-alvo imunizado
Bagé terminou semana passada com 80% do público-alvo imunizado
Após ser prorrogada pelo governo federal para ampliar os índices de imunização, a campanha nacional de vacinação contra a gripe será encerrada amanhã. Em Bagé, cerca de 23,5 mil doses haviam sido aplicadas até o último levantamento do setor de imunizações do município, realizado no dia 14 de junho. O número representa 80% do público-alvo da campanha, que tem como meta cobrir 90%.
Na Rainha da Fronteira, o grupo com menor cobertura até o momento são as crianças de até 10 anos. Na manhã de ontem, a pequena Betina Lamas, de 11 meses, foi levada pelos seus pais Flávio, de 44 anos, e Sabrina, de 38 anos, ao Centro de Referência Materno-Infantil Camilo Gomes.
Os pais de Betina contam que foram avisados da campanha de vacinação através de uma consulta com a pediatra, quando a menina pegou um resfriado. “Como ela estava resfriada, esperamos alguns dias e depois viemos até aqui para que ela recebesse a primeira dose, que hoje completa 30 dias. Então, nós estamos aqui para que ela tome a segunda dose da vacina”, explicam.
O pai da menina destaca a importância dos responsáveis levarem seus filhos aos postos de saúde, para que recebam a imunização. É importante, principalmente para prevenir que eles fiquem doentes. Ainda mais com o clima daqui, que está sempre mudando”, diz.
Apenas durante o período da manhã de ontem, o Centro de Referência Camilo Gomes realizou cerca de 40 vacinas, uma procura abaixo do normal para os últimos dias. Em média, a unidade tem imunizado cerca de 200 a 300 pessoas, diariamente. Porém, a vacina pode ser tomada em todos os postos de saúde na cidade.


Público-alvo
O público-alvo definido pelo Ministério da Saúde engloba crianças de zero a cinco anos incompletos, idosos a partir de 60 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.
No entanto, desde a semana passada, o governo do Rio Grande do Sul ampliou o grupo, inserindo crianças de cinco até 10 anos incompletos e adultos a partir de 50 anos.
O comerciante Francisco de Paula Santos, de 58 anos, conta que decidiu ir se imunizar assim que soube da ampliação do grupo. Santos comenta que frequentemente sofria com fortes gripes, enquanto enfrentava o inverno da Campanha Gaúcha. Porém, esta realidade mudou desde 2015, quando começou a aproveitar a campanha para se vacinar contra o vírus. Ele destaca a importância da vacinação, principalmente para os grupos prioritários. “Recomendo que as pessoas façam a vacina. Não deixem de se vacinar. Eu sou a prova de que isso funciona”, declara.

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