ANO: 26 | Nº: 6544
25/06/2018 Esportes

Com dois trajetos diferentes, Audax 200 reúne ciclistas iniciantes e experientes

Foto: Tiago Rolim de Moura

Às 6h de ontem, junto a cerca de outros 150 ciclistas, Flávia Gonçalves, 26 anos, saiu da frente do Ginásio Presidente Médici (Militão) para tentar percorrer seu primeiro Audax, de 200 quilômetros. Ela conta que aprendeu a andar de bicicleta ainda criança, mas não praticava desde os 10 anos.
A ciclista relata que tirou férias em março deste ano, quando comprou uma bicicleta, começou a pedalar e não parou mais. “Eu vi uma bicicleta à venda nos classificados do Facebook e lembrei da minha infância”, recorda.
Depois de três semanas, ela já conseguia percorrer 80 quilômetros, e, mesmo após voltar a trabalhar, continuou participando de grupos de pedais na cidade. Flávia chegou a ir até Aceguá e retornar à Rainha da Fronteira , totalizando pedais de 122 quilômetros. Com o brevet, ela pretendia bater seu próprio recorde.
Os amigos Tiarles Guimarães, 36 anos, e Maicon Raio, 40 anos, ao contrário, têm grande experiência nos desafios. Eles participaram e concluíram circuitos inteiros – que incluem trajetos de 300, 400, 600 e mil quilômetros. Os dois resolveram, então, que fariam o trajeto do final de semana – o mais leve de todos – como uma forma de divertição. Os ciclistas largaram com uma bicicleta de dois lugares. O veículo foi emprestado por um amigo e eles treinaram duas vezes antes da prova.
Os dois fazem parte do Pelotão da Quinta. Eles contam que se conheceram e começaram a amizade em função do ciclismo e participam juntos das provas organizadas pelo Clube Audax Bagé. Durante as terças e quintas-feiras, os atletas praticam em trajetos menores e, aos sábados, percorrem longas distâncias.
Esse foi o sétimo ano e a nona edição da prova organizada na Rainha da Fronteira. Os ciclistas tiveram 13h30min para terminar a prova – com chegada no mesmo local de partida. A novidade desta edição, foram os dois caminhos diferentes oferecidos. Todos os participantes percorreram os primeiros 37 quilômetros juntos, até a Estância Santa Margarida. Depois disso, um dos grupos deveria retornar e ir até Aceguá. O outro, seguia até a entrada que dá acesso a Minas do Camaquã. Os dois trajetos foram criados para abranger os ciclistas mais experientes e os iniciantes, já que o caminho até Minas era mais difícil, com mais subidas e menos postos de controle e apoio.

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