ANO: 26 | Nº: 6590
25/06/2018 Editorial

Uma meta distante

O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), criado em 2013, estabeleceu um objetivo muito claro, visando um horizonte de 20 anos. Para universalizar os serviços até 2033, porém, será preciso ampliar em 62% o volume de investimentos, alcançando um patamar de R$ 21,6 bilhões anuais. O montante é indicado por um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), denominado Saneamento Básico: uma agenda regulatória e institucional. A meta depende, portanto, de uma nova agenda de prioridades.
O levantamento da CNI é muito claro ao destacar que o investimento, no patamar atual, inviabiliza a ampliação da cobertura por redes de esgoto em todo o Brasil. A média de recursos aportados no setor, nos últimos oito anos, ainda de acordo com o estudo da Confederação, foi de R$ 13,6 bilhões anuais. A perspectiva de retribuição, porém, pode levar a uma revisão de pauta, tendo em vista que cada R$ 1 investido dá retorno de R$ 2,50 ao setor produtivo.
A parceria com o setor privado, as concessões e as parcerias público-privadas são apontadas como alternativas para virar o jogo. Mas é importante atentar para o fato de que estas não são as únicas saídas. Talvez ainda falta, dentro do planejamento, uma definição sobre financiamento público. Quando aprovou o plano, o governo federal estimava investir R$ 508,4 bilhões, prevendo que 59% do recursos deveriam ter como fontes os agentes federais. Está na hora de fazer valer as projeções divulgadas há cinco anos.

Deixe seu comentário abaixo

Outras edições

Carregando...