ANO: 25 | Nº: 6306
30/06/2018 Cidade

Criação do grupo Diversidade Sexual e Gênero marca Dia Internacional do Orgulho Gay

Foto: Antônio Rocha

Medeiros, Melina, Delgado, Jordanna e Maruri compõem o grupo de luta
Medeiros, Melina, Delgado, Jordanna e Maruri compõem o grupo de luta

O Dia Internacional do Orgulho Gay, celebrado no dia 28, não passou em branco em Bagé. A data foi marcada pela criação do Grupo Diversidade Sexual e Gênero (DSG) na Rainha da Fronteira, durante o evento “A diversidade saiu do armário: diálogos sobre igualdade”, que aconteceu no Teatrinho da Urcamp, na noite da última quinta-feira.

Idealizador do grupo, Davi Medeiros explica que a ideia da criação do DSG surgiu durante um evento em memória da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, em maio. “Percebi que não havia nenhum grupo organizado representando os LGBTQI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer e intersexuais) na cidade. Por isso, pensei em mobilizar a criação do grupo para mostrar que a gente, de fato, existe, ainda mais em um período de conservadorismo, em que a intolerância e o desrespeito estão cada vez maiores”, explica.

Assim, reuniu-se o grupo, formado, inicialmente, pelo próprio Medeiros, de 21 anos, a quem, em seguida, uniram-se Murilo Delgado, 19 anos, Jordanna Nunes, 23 anos, Melina Martins, 21 anos e Lucas Maruri, 22 anos. O objetivo do grupo é promover encontros e atuar como uma entidade de apoio à comunidade LGBTQI de Bagé. “Não precisamos deixar que algo aconteça com alguém próximo para nos mobilizarmos, sempre tendo como pauta o respeito ao próximo. Ninguém precisa aceitar nada, mas é preciso respeitar”, diz Medeiros.

Para Jordanna Nunes, a criação do grupo na cidade é importante para auxiliar e orientar jovens transexuais, já que a rede pública não oferece amparo no processo, nem a hormonização. Já Melina Martins acredita que uma das pautas mais urgentes do grupo é a luta para a criação de uma delegacia especializada no atendimento de pessoas LGBTQI. Murilo Delgado acredita que o DSG deve impactar, de forma positiva, no debate em ambientes escolares e acadêmicos. “Estou no 6º semestre da faculdade e tenho enfrentado mais preconceito do que no Ensino Médio. Achei que ia ser mais tranquilo, mas não tem sido”, diz.

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