ANO: 25 | Nº: 6312
03/07/2018 Campo e Negócios

Embrapa desenvolve estratégias para aproveitamento integral da carne ovina

Foto: Paulo Lanzetta/EspecialJM

Copas, hambúrgueres e até bacon devem chegar ao mercado consumidor em breve
Copas, hambúrgueres e até bacon devem chegar ao mercado consumidor em breve

por Ana Tailise Estevão 

A ovinocultura pode render até 8,5% ao ano, segundo a Embrapa Pecuária Sul, tornando-se uma alternativa vantajosa para produtores que possuem dinheiro e desejam investir. O Rio Grande do Sul possui o maior rebanho de ovinos do País. São pelo menos três milhões de animais nas diferentes áreas comerciais, em criações destinadas à produção de leite, extração de lã e venda de carne.

Em Bagé, a Embrapa Pecuária Sul desenvolve o projeto Aprovinos, coordenado pela pesquisadora Élen Nalério, que estuda o desenvolvimento de linhas alternativas para produtos derivados de carne ovina. Inspirada em processados suínos, a linha é uma criação de produtos inéditos no mercado. São presuntos crus defumados e não defumados, copas, mortadelas, hambúrgueres e até bacon. Todos itens elaborados com categorias animais com pouco valor comercial, mas com bastante qualidade nutricional.

O foco do projeto é proporcionar alternativas rentáveis para a carne proveniente de categorias animais que estão fora dos padrões aceitos pelos consumidores. São produtos normalmente pouco valorizados pela indústria, dentre eles, de animais velhos e de descarte, de grande porte e não castrados.

Além dos derivados, o projeto também trabalha com cortes diferenciados de carne para a apresentação e comercialização. A maior parte da carne ovina é, hoje em dia, vendida em grandes peças, como pernil e paletas, tornando mais difícil o manuseio e o preparo. A partir dos resultados obtidos no projeto, será possível diagnosticar a percepção de consumidores sobre a carne e seus derivados e, também, orientar novas pesquisas e mercados.

A expectativa é que seja lançado um edital, até o final deste semestre, para definir a comercialização. “Uma vez consolidada a empresa vencedora, nós vamos fazer a transferência do ‘know-how’. É o saber fazer de cada um dos produtos, saindo da escala de laboratório para escala industrial”, finaliza a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sul, Estefanía Damboriarena.

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