ANO: 24 | Nº: 6109
04/07/2018 Fogo cruzado

Estado regulamenta lei que cria política do carvão

O governador José Ivo Sartori, do MDB, assinou, na segunda-feira, 2, a regulamentação da lei que cria a Política Estadual do Carvão Mineral e institui o Polo Carboquímico do Rio Grande do Sul. O decreto forma um comitê gestor específico, que será coordenado pela Secretaria de Minas e Energia. Também foi assinado um protocolo de intenções com a empresa Copelmi Mineração para instalação de um complexo carboquímico na região do Baixo Jacuí. “Na área industrial, a produção de gás natural a partir do carvão vai completar a produção, tornando o Rio Grande do Sul independente para atendimento da demanda interna de gás”, afirmou o presidente da empresa, César Faria.
O novo colegiado conta com a participação das secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Planejamento, Governança e Gestão, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (Fepam) e Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Também participam, como entidades federais convidadas, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e Agência Nacional de Mineração (DNPM/ANM).
Sartori reforçou que a ideia de que o Estado não deve minerar carvão, mas contar com parceiros que tenham a expertise necessária para o desenvolvimento do setor. “Nosso Estado possui uma riqueza energética muito grande. Temos 89% das reservas brasileiras, o que, em termos de energia, é três vezes mais do que o País possui em petróleo. Precisamos, mais do que nunca, transformar essas reservas em empregos e receita para o Estado”, afirmou.
Para a secretária estadual de Minas e Energia, Susana Kakuta, a regulamentação da lei é mais um passo para fomentar o desenvolvimento da cadeia carboquímica no Estado. “Esse é um projeto importante para as regiões da Campanha (através do Polo Carboquímico de Candiota) e do Baixo Jacuí. Trata-se de reposicionar o carvão não mais como fonte termoelétrica, mas, também, para a produção de gás natural de síntese. O que se faz mundialmente, através do uso de tecnologia de ponta. Países como Japão e Alemanha já produzem gás natural a partir dessa fonte", destaca.

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