ANO: 24 | Nº: 6087

Luiz Fernando Mainardi

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Deputado Estadual
04/07/2018 Luiz Fernando Mainardi (Opinião)

Mais uma eleição, a democracia em nossas mãos

Salvo orientação diferente, esta será minha última coluna no Jornal Minuano até as eleições de outubro. Como todos sabem em Bagé, serei candidato a deputado estadual pelo PT, representação que exerci nos últimos quatro anos com esforço para me mantar atento aos interesses, demandas e, principalmente, ao espírito batalhador de nossa gente, de Bagé e da região.

Agradeço publicamente à direção do Jornal Minuano por ter me cedido este espaço. Foi importante para que eu pudesse manter um canal aberto com bajeenses e moradores de outras cidades em que circula o jornal. O impacto e a repercussão do Minuano nos lares de nossa terra é impressionante e nos orgulha, já que sabemos das dificuldades em manter uma imprensa regional autônoma, independente e de qualidade.

Manter canais abertos das suas representações com os moradores, como faz o Minuano, é um papel fundamental da imprensa democrática e pluralista e reforça a democracia e incentiva a transparência das opiniões e dos posicionamentos políticos. Infelizmente, não é a prática de um setor da imprensa, inclusive em nossa cidade. Mas quando temos um jornal com essas características, precisamos reconhecer e valorizar.

A democracia representativa, que permite aos eleitores (cidadãos plenos de direitos) escolher seus representantes de tempos em tempos para tratar das questões da política e da administração pública, é um sistema que tem muitas vantagens, mas, como todos os sistemas políticos, tem, também, vícios e problemas que precisam ser combatidos.

Sem a pretensão de dar conselhos, sugiro aos leitores deste artigo e a quantos essa mensagem chegar, que reflitam com profundidade sobre o ato de votar antes de fazê-lo. Ao depositar o voto na urna, estará escolhendo alguém que vai tomar decisões em seu nome, seja no âmbito da gestão do Estado, como presidente ou governador, seja no âmbito da representação parlamentar, como deputado ou senador.

Por ter essa profundidade e importância, é fundamental, necessário e imprescindível que o eleitor conheça e se reconheça nas ideias, propostas e posicionamentos políticos do candidato. Já vimos, com bastante clareza nesses últimos anos, a diferença entre ter um governo em favor da maioria da população (Lula/Dilma) e ter um governo que representa apenas as elites econômicas do País (como foram os governos dos tucanos e é, agora, o de Temer).

Não é aceitável, portanto, que os eleitores votem apenas influenciados pela publicidade que, em geral, os candidatos fazem nos períodos prévios às eleições. Menos aceitável, ainda, é o voto que se dá por troca de favores, por empregos transitórios, ajudas ilegais ou mesmo politicagem feita em torno das necessidades mais básicas das pessoas, como é a saúde.

Políticas públicas de qualidade são consequência de visões políticas, que orientam um governo ou um mandato na defesa dos interesses dos que mais precisam ou, ao contrário, na defesa dos interesses das minorias, ou, pior ainda, de seus próprios interesses. Quando um governo representa a maioria da população, o resultado são políticas públicas que defendem e protegem a maioria, como foram, aliás, as políticas desenvolvidas pelo governos de Lula e Dilma, tais como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, a ampliação das universidades públicas, a qualificação profissional, o SAMU, o Mais Alimentos, entre tantas outras.

Por isso, para votar, é preciso conhecer os compromissos dos candidatos. E para saber isso é preciso conhecer a sua trajetória, as suas realizações, a sua vida política, enfim, a sua história. Quem vota orientado ou por uma propaganda qualquer ou por um favor está jogando seu voto fora, porque não terá um verdadeiro representante.

Este ano, nosso compromisso será ainda maior, porque existem, inclusive, questionamentos sobre a própria democracia. O golpe e a intolerância, que produziram uma política de ódio em nosso País, gera um ambiente que incentiva práticas de difamação e calúnia, principalmente nas redes sociais, onde muitos se sentem protegidos para atacar com irresponsabilidade seus oponentes.

Fiquemos, portanto, atentos. Contra o ódio das redes, respondamos com a clareza dos argumentos. Contra a manipulação das propagandas e dos favores de ocasião, respondamos com a consciência cidadã, base fundamental do voto, da representação e da democracia. Boa eleição para todos!

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