ANO: 25 | Nº: 6335
05/07/2018 Cidade

Em 97 era assim será exibido em sessão única na próxima segunda-feira

Foto: Divulgação

Premiado em festivais internacionais, longa será exibido em Bagé na próxima semana
Premiado em festivais internacionais, longa será exibido em Bagé na próxima semana

Após a estreia em 2016, durante a oitava edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira, o longa-metragem “Em 97 era assim” retorna a Bagé. O filme do cineasta bajeense Zeca Brito será exibido em sessão única na próxima segunda-feira, a partir das 19h, no Cine 7.
Narrando as aventuras de quatro amigos em busca da primeira experiência sexual, o filme leva às telas um debate sobre a sexualidade na adolescência e a amizade. Desde a primeira exibição, o filme rodou o mundo e arrebatou vários prêmios para o cinema nacional, como melhor filme no The Best Film Fest (Seattle – EUA), melhor diretor no Festival de Cinema dos Sertões, melhor filme segundo júri popular no Festival Cinema dos Sertões, prêmio especial do júri - JagranFilm Festival (Índia), melhor direção de atores na Mostra Sesc de Cinema (RS), melhor Filme Juvenil Estrangeiro no American FilmaticArtsAwards (Nova York, EUA) e Silver Remino 51ºWorldFest(Houston, EUA). No mês passado, estreou nas salas de cinema de todo o País, com ótima recepção de crítica e de público.
Ambientado em Porto Alegre, o filme traz vários conhecidos dos bajeenses. Pedro Diana Moraes, um dos jovens protagonistas da história, teve que trabalhar o sotaque fronteiriço de Bagé, substituindo-o pela prosódia porto-alegrense. Os artistas Luiza Ollé, Marilu Teixeira e Sapiran Brito também levam o talento bajeense às telas, em pequenas participações.
Sobre o retorno da produção à cidade natal do idealizador, Zeca é enfático: “Fico feliz que o filme volte a Bagé, desta vez em sala comercial. Os realizadores precisam ocupar espaço com produções nacionais e, para isso, contam com a sensibilidade do exibidor, que apoia a nossa causa. Em Bagé, é o proprietário do Cine 7, Sérgio Gonçalves”, destaca. No mesmo cinema, Brito já lançou seu primeiro longa, “O Guri”, em 2011, Glauco do Brasil, em 2017 e, na última semana, “A vida extra-ordinária de Tarso de Castro”.
Este é o terceiro filme que o cineasta apresenta na Rainha da Fronteira nos últimos dois meses. Começou com o documentário “O Grupo de Bagé”, exibido em maio, durante a Semana dos Museus. Na segunda-feira (2), foi a vez da história do jornalista gaúcho Tarso de Castro, um dos fundadores d’O Pasquim, ser apresentada na telona, em Bagé. Agora, a comédia adolescente traz, novamente, o nome de Brito. E, em breve, o bajeense deve lançar o romance histórico "Legalidade". “Bagé me inspira, então essa é uma maneira de retribuir à cidade, além de dialogar com várias culturas através da arte, cinema”, aponta ele.
Sobre a prolífica carreira e a constante incursão por diferentes vertentes do cinema, Brito aponta um traço comum entre os artistas da cidade: “É uma coisa que tenho me proposto a fazer, transitar em outras áreas, desde brincadeiras com comédia até filmes mais sérios de pesquisa, documentário e romance histórico. Acho que isso é um reflexo da experiência do Grupo de Bagé, de experimentar e de fluir em outras experiências artísticas”, destaca.
Após a exibição do filme, o curso de Psicologia da Urcamp usa o gancho do mote central do filme para realizar um debate paralelo sobre sexualidade na adolescência. Os ingressos para a exibição podem ser adquiridos no local por R$ 10.

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