ANO: 25 | Nº: 6261
06/07/2018 Editorial

Alternativa à mobilidade

Enquanto persiste os embates relativos aos valores considerados altos, no País, sobre combustíveis como gasolina e etanol – em que pese a redução recente do diesel – será preciso buscar alternativas que permitam, ao consumidor, pelo menos, driblar a carga tributária empenhada.

No atual cenário, há certo tempo, se aponta para os veículos híbridos, que pouco o nada necessitam de combustíveis tradicionais, priorizando, na maior parte das vezes, o potencial elétrico. O fato é que, no Brasil, mesmo com alguns modelos já fabricados pelas montadoras e vendidos por distribuidoras, a dificuldade fica pelos custos elevados de tais automóveis. Respeitadas as condições financeiras de cada cidadão, os preços estão longe de serem apontados como populares.

Contudo, uma perspectiva surge no âmbito político. Em debate na Comissão de Viação e Transportes da Câmara sobre eletromobilidade, nesta semana, a representante do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Margarete Gandini, disse que o governo trabalha pela definição de um novo regime de benefícios para o setor automotivo, o Rota 2030. Esse regime, segundo mencionado por ela, deve prever, entre outras medidas, a redução imediata do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos elétricos ou híbridos. Para os demais veículos, a redução de IPI deverá ocorrer a partir de 2022.

No Brasil, como detalhado pela Agência Câmara Notícias, o preço de um automóvel sofre incidência de 11,6% de PIS/Cofins e 12% de ICMS, além do IPI, que aumenta bastante o preço final, ainda mais se o carro for elétrico. “Enquanto um carro com motor 1.8 paga 11% de IPI, o automóvel híbrido, ou seja, elétrico e de combustão, paga 13% de IPI. Se for um carro elétrico importado, paga 25% de IPI. Nesse caso, o total de impostos chega a 49%. Nos automóveis comuns, os impostos alcançam 35% do preço final”, detalhou publicação desta semana.

Mesmo se mudanças em tais cálculos não forem suficientes para estimular o setor é preciso avaliar que poderão apontar reflexos importantes ao mercado. Estes números, como a provável elevação de vendas, poderão servir como atrativo para que o governo, tendo como meta ter uma matriz mais limpa no setor de transportes, passe a estimular cada vez mais em tal estímulo, e de maneira constante.

 

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