ANO: 26 | Nº: 9492
06/07/2018 Cidade

Preço do gás aumenta pela segunda vez em julho

Foto: Tiago Rolim de Moura

Algumas revendas ainda não subiram o valor por terem estoque
Algumas revendas ainda não subiram o valor por terem estoque

A Petrobras anunciou, na quarta-feira, o aumento médio de 4,4% no valor do gás de cozinha, referente a um botijão de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O novo preço, sem tributos, será de R$ 23,10 na refinaria. Os novos preços entraram em vigor ontem. Pelo levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do botijão de 13 quilos ao consumidor no Brasil é de R$ 68,28, sendo o maior preço de R$ 115 e o menor de R$ 50.

Em Bagé, os valores, em algumas revendas, ainda não foram repassados para o consumidor porque as empresas ainda tinham estoque. Conforme o proprietário de uma empresa de gás situada no bairro São Jorge, Nilo da Silva Lages, no dia 1º de julho, o aumento foi em virtude do Preço Médio Ponderado ao consumidor Final (PMPF) sobre a diferença do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e, agora, foi na Petrobras. "Ainda temos estoque, mas na próxima compra o valor deve ser repassado”, disse.

Lages ressalta que, hoje, o valor do botijão entregue na residência é de R$ 75, mas enfatiza que há concorrências desleais. “Existem vendedores que não têm funcionários, nem encargos sociais, e comercializam o produto abaixo do valor”, relata.

Conforme o proprietário de outra revenda, situada no bairro Industrial, Leonardo Damasceno, no dia 1º, o aumento foi de R$ 0,70 centavos e, agora, a média é de R$ 1,38. O proprietário ressalta que, desde agosto do ano passado, o valor do botijão aumentou em torno de R$ 13 e foram, aproximadamente, 20 subas. "Hoje, o gás custa R$ 72 com a entrega, mas certamente teremos que aplicar o aumento”, ressalta.

O gás de cozinha começou a ter reajuste trimestral em janeiro deste ano. Em nota, no seu site, a empresaPetrobras apontou como motivos o ajuste à alta da cotação internacional do GLP, que subiu 22,9% entre março e junho, período em que a desvalorização do real frente ao dólar foi de 16%. No acumulado do ano, segundo a empresa, o GLP 13 quilos acumula queda de 5,2% em relação a dezembro de 2017.

Segundo a Petrobras, o impacto ao consumidor brasileiro seria maior do que o concedido, mas foi diluído entre o período de nove meses usado como base para o cálculo do preço, conforme definido na metodologia anunciada em janeiro. Com isso, o mecanismo de compensação permitirá que eventuais diferenças entre os preços praticados ao longo do ano e o preço internacional sejam ajustadas ao longo do ano seguinte, conciliando a redução da volatilidade dos preços com os resultados da Petrobras.

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