ANO: 25 | Nº: 6487
06/07/2018 Esportes

Uruguai e Brasil jogam hoje e poderão se encontrar nas semifinais

Foto: Tiago Rolim de Moura

Bandeiras do Uruguai são mais caras e vendem mais
Bandeiras do Uruguai são mais caras e vendem mais

Nesta sexta-feira será de emoções fortes para os moradores da Rainha da Fronteira. O primeiro desafio das quartas de final será do Uruguai contra a França, às 11h. Mais tarde, às 15h, o Brasil enfrenta a Bélgica. A vitória, agora, é essencial para todas as equipes. Quem superar os adversários se enfrenta na terça-feira, na semifinal, às 10h, em São Petesburgo.

Torcida para o país vizinho

Em Bagé, além de ver torcedores e algumas casas enfeitadas, é comum encontrar, pelas ruas, carros com bandeiras do nosso país vizinho - o Uruguai. Pelo menos na compra de bandeirinhas, segundo a vendedora Mônica Ercolani Souto, o Uruguai já está vencendo o Brasil. Ela trabalha com comércio, no centro da cidade, e conta que começou vendendo apenas a bandeira brasileira, mas havia muita procura pelas bandeiras do Uruguai.

Há poucos dias, Mônica conseguiu trazer as bandeiras do Uruguai e, somente na manhã de ontem, havia vendido cinco - contra apenas uma do Brasil. A diferença na procura independe do preço, já que a bandeira do Brasil custa três vezes menos que a uruguaia. Brasileira, a vendedora conta que está torcendo para os seu país. Mas, caso a seleção de Tite seja eliminada, passará a torcer para o Uruguai.

Ouvidos brasileiros atentos

A maior parte dos torcedores optam por alguma emissora de televisão para acompanhar os jogos dos melhores do Brasil. Para o integrante da Associação dos Deficientes Visuais do Município de Bagé (ADVMB), Paulo Augusto da Rosa Moreira, a escolha é pela melhor emissora de rádio.

Ele conta que a ADVMB funciona na Casa de Cursos e nos horários de jogo o local está fechado. Assim, o grupo não costuma reunir-se para torcer. Além disso, os cerca de 30 integrantes da associação moram em pontos diferentes da cidade. Moreira explica também que, durante o inverno, a maior parte dos deficientes visuais tenta se proteger bastante do frio, evitando doenças como a otite, por exemplo, já que a audição passa a ser um dos sentidos mais importantes.

Para acompanhar o desempenho dos jogadores, há consenso entre eles que é melhor ouvir os narradores de rádio. Para ele, a televisão tem uma descrição mais lenta do jogo e não “passa tanta emoção”.

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