ANO: 24 | Nº: 6039

Divaldo Lara

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Prefeito de Bagé
09/07/2018 Divaldo Lara (Opinião)

O PT tem como princípio, não ter princípios

Quando vi as primeiras mensagens sobre um desembargador de plantão tentando soltar o ex-presidente Lula, espalhadas pelas redes sociais e por grupos via celular deste domingo, achei que se tratava de mais uma Fake News. A imediata repercussão mostrava que, além de ser verdade, se tratava de um deboche à Justiça e um desrespeito a uma Nação inteira.
Caso pensado: Às 19h de sexta-feira e sabendo, previamente, que no final de semana assumiria no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), um desembargador plantonista, filiado ao PT por 20 anos, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo deputados, impetraram pedido de habeas corpus para a soltura do presidiário. Mais uma manobra, desafiando a Justiça e a inteligência do nosso País.
O alvará de soltura chegou a ser emitido. O argumento? O de que Lula não poderia participar de entrevistas sob condição de pré-candidato. Mas que candidatura? Se de acordo com a certidão de antecedentes criminais, pré-requisito às candidaturas, ele é ficha suja e o registro, seria indeferido.
Mesmo em férias, o juiz Sérgio Moro, emitiu imediato despacho, tomando as medidas cabíveis para impedir o fato.
Reitero o fato de que o desembargador de plantão é, acima de tudo, um petista infiltrado na Justiça do País, nomeado pela ex-presidente Dilma Rousseff para o TRF-4, que exibe fotos de admiração ao presidiário Lula e que só se desfiliou recentemente, por assumir o cargo.
Até o término desta coluna, a batalha judicial continuava e lideranças petistas, como se estivéssemos vivendo um jogo de futebol, publicavam em  redes sociais que “a batalha estava  boa”, como se tratasse de uma disputa e não do destino de uma nação inteira, que pode acabar com a mesma crise de uma Venezuela, com pessoas nas ruas passando fome e com todo tipo de necessidades.
É assim que o PT trata nosso país, como uma disputa pessoal, quer um condenado, submetido a análises de provas, gravações e diversos julgamentos, solto. E ainda o quer como presidente.
Não podemos permitir que fragilidades como essa, ocorram, que uma manobra rasteira e um desembargador plantonista permita a soltura de um condenado que compromete a vida de todos os brasileiros e desmoralize nossa Justiça. O PT não está acima do nosso País.

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