ANO: 24 | Nº: 8084
11/07/2018 Cidade

Curso de Psicologia da Urcamp utiliza cinema para debater situações do cotidiano

Foto: Chrystian Ribeiro/Ascom

Abordagem ocorreu na segunda-feira, durante exibição, no Cine 7, do filme
Abordagem ocorreu na segunda-feira, durante exibição, no Cine 7, do filme "Em 97 era assim"

Conversar, debater, discutir questões do dia a dia por meio da sétima arte. Pelo segundo ano consecutivo, o curso de Psicologia está utilizando este recurso para projetar nos alunos uma forma diferenciada e atrativa de ministrar aulas. O resultado, na noite da última segunda-feira, foi a sala do Cine Sete completamente lotada, em Bagé. O sucesso foi tanto que a organização precisou realizar uma segunda sessão para atender acadêmicos e comunidade, que foram prestigiar o filme “Em 97 era assim", do cineasta bajeense Zeca Brito.
No evento, o diretor debateu o roteiro com os estudantes e destacou o papel da universidade. “É fundamental trazer o debate para o aluno, sair da sala de aula é muito inclusivo e mostra a questão da interdisciplinaridade, que os saberes estão interligados e se relacionam. Proporcionar uma atividade de extensão que inclua a comunidade é muito interessante e, ao mesmo tempo, colocar-se como promotor da cultura local. E isso a Urcamp já vem fazendo, e muito bem”, destaca.
A idealizadora do projeto foi a professora Adriana Moraes. Ela conta que a intenção é dinamizar o ensino, ao mesmo tempo em que se promove as produções de cinema locais. “Faz uma proximidade do cinema com as questões do cotidiano e isso acrescenta no aprendizado do aluno. É uma dinâmica diferente dentro do contexto acadêmico”, explica.
O filme revela quatro amigos adolescentes que só pensam em perder a virgindade. Entre situações da escola e as tensões próprias dessa fase eles descobrem o elo mais importante nisso tudo, que é a força da verdadeira amizade. Um dos atores protagonistas, Pedro Diana Moraes, também fez questão de conversar com o público. “Acho bacana essa iniciativa, promover o debate e quebrar certos conceitos de machismo e de preconceitos que ainda estão enraizados na nossa sociedade. Essa é a ideia do filme”, avalia.
Taiana Carvalho é acadêmica do sétimo semestre e achou o projeto inovador. “Nos enriquece muito, saímos da teoria da sala de aula para vir aprender na prática essas questões importantes através do filme, e que vamos nos deparar na profissão. Além disso, a gente prestigia o que é daqui, da nossa região”, salienta.

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