ANO: 24 | Nº: 5987
12/07/2018 Editorial

Reconhecimento à gestão

Uma atuação dedicada não apenas a recuperar, mas transformar e garantir o futuro de um dos principais patrimônios da Rainha da Fronteira foi, efetivamente reconhecida, ontem, por parte do parlamento gaúcho. A medalha pela 54ª Legislatura da Assembleia do Rio Grande do Sul, entregue à reitora da Universidade da Região da Campanha, Lia Maria Herzer Quintana, possui um significado que vai muito além de um título para agraciar uma personalidade. Representa o destaque a resultados reais que fizeram com que a instituição de Ensino Superior mais antiga de Bagé se reerguesse e encontrasse possibilidades não apenas para se manter, mas para se aperfeiçoar.

Não é uma questão de discurso, é uma simples análise de fatos. Há pouco mais de uma década, o cenário era extremamente distinto do visualizado na atualidade. E sem mencionar erros do passado, até porque não vem ao caso, mas o fato é que, em tal época, dívidas consideradas impagáveis quase colocaram fim numa trajetória responsável por profissionalizar a grande maioria de quem buscou a graduação, e até mesmo o Ensino Médio, não só em Bagé, mas em toda a região.

A situação, na época, era preocupante de tal modo que uma verdadeira mobilização, política e popular, desencadeou ações destinadas a viabilizar uma solução. Tudo para evitar que a principal universidade da Rainha da Fronteira, assim como seus campi espalhados por outras cidades da Metade Sul, fechasse as portas. Alguns podem até não recordar, mas foi essa mesma que resultou, tempos depois, no anúncio, por parte do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na criação da Unipampa. A definição, apesar de não ocasionar, diretamente, um auxílio para a Urcamp, por outro lado, motivou a implantação de medidas paralelas. Exemplos foram as compras de bolsas de estudo, assim como parcerias que permitiram, à instituição, abater passivos em troca de seu principal bem: o conhecimento. Mas isso foi apenas o começo.

Desde que Lia assumiu o comando da instituição, o empenho, não só dela, mas de toda uma equipe, de forma coletiva, em prol da Urcamp, se ampliou. De tal modo que, na atualidade, é possível afirmar que a recuperação se confirma a cada dia. Óbvio que um longo caminho ainda há pela frente. Mas dívidas foram negociadas e, mesmo diante de suas proporções, os pagamentos vêm sendo honrados. O processo de gestão foi aprimorado, de tal modo que, hoje, a instituição vem colhendo resultados cada vez mais positivos. Isso possibilitou, por exemplo, que a universidade pudesse modernizar suas estruturas – o que qualquer um pode perceber em uma simples visita aos campi da instituição –, oferecer cada vez mais graduações e, também, extensões e pós-graduações. Enfim, levou a instituição a um novo momento, uma realidade bem diferente da identificada anteriormente.

É por isso que o reconhecimento concedido à reitora, ontem, se apresenta como muito superior a um fato simbólico. Até porque, quem contribui para o bem e para o futuro consolidado de um patrimônio que é de Bagé e da região é e sempre será merecedor de méritos.

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