ANO: 25 | Nº: 6353

Fernando Risch

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Escritor
13/07/2018 Fernando Risch (Opinião)

Até que enfim, Francisco

 

Até que enfim Bagé acordou à razão, abriu os olhos deste sono pontiagudo que crava factoides em fatos, que atrasa e entedia; quebrou-se ciclos e ciclos de espera. Quando o gigante se ergue, há de se ajoelhar para venerá-lo, não o contrário. E dos gigantes da terra, que Bagé há de vomitar ao mundo, parece que não lhes damos a devida atenção.

Quando um, dentre todos, destaca-se fora da alcova, há de se aplaudir, enaltecer e até engrandecer o que já é grande in natura. E ao passo de uma ofensa, que me desculpem aqueles que se sentirem afetados por tais palavras, mesmo eu não tendo intenção de qualquer mácula; mas quando se tarda tanto pelo óbvio, aqueles que se colocam no meio desta troca de tiros por justiça, acabam por ser atingidos por projéteis, mesmo sem merecer tornarem-se vítimas do processo.

Evitou-se que o trem descarrilhasse; agora os trilhos se enrijecem no caminho certo e sabemos que, enfim, podemos celebrar que o que é justo foi ratificado, sem engodos e estratagemas; que o carimbo que sela a cátedra não pintará apenas o papel de quem merece, pois talvez todos mereçam, mas ao titular desta honraria que tardou a chegar. Até que enfim Francisco Botelho, o Chico, foi nomeado patrono da Feira do Livro de Bagé. Ganha a Feira, ganha Bagé, ganha a cultura, ganha o povo.

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