ANO: 25 | Nº: 6313
17/07/2018 Fogo cruzado

Fortunati defende agenda de fortalecimento do SUS

Foto: Sidimar Rostan/Especial JM

Ex-prefeito provocou vereadores a cobrar maior participação da União no custeio do sistema
Ex-prefeito provocou vereadores a cobrar maior participação da União no custeio do sistema
Durante palestra na Câmara de Vereadores de Bagé, articulada pela bancada do PSB, o ex-prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, fez um apelo aos parlamentares, ‘em nome do fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde)’. “É importante percebermos que o atendimento proporcionado por este modelo vai muito além das emergências. É uma rede complexa e fundamental para o País”, definiu.
Fortunati, que é pré-candidato à Câmara dos Deputados, pelo PSB, acredita que o SUS ‘é atacado de uma forma despropositada’. “Na prática, as pessoas, ao invés de analisar as causas que levam ao enfraquecimento do sistema, atacam o SUS. Neste debate, é importante considerar a história do atendimento público no Brasil. Inicialmente, apenas algumas categorias eram contempladas, como os bancários e os ferroviários, que criaram seus próprios institutos. O SUS surgiu para tornar o atendimento mais democrático”, avalia.
Ele destacou, ainda, que o SUS foi criado, em meio às discussões que deram origem à Constituição Federal de 1988, ‘como um sistema para atendimento amplo, geral e irrestrito, sem qualquer diferenciação entre os brasileiros, independente de idade e classe social’. “É fundamental entendermos que se trata de uma conquista da sociedade, e não de um partido A ou B”, reforçou.
Para Fortunati, o debate sobre o futuro do sistema deve ter um novo foco. A agenda defendida pelo socialista está centrada na cobrança dos repasses da União e do Estado. “Precisamos cobrar as melhorias, não atirar pedras. Existem problemas, mas é possível buscar soluções”, refletiu, ao salientar que os municípios costumam investir percentuais superiores àquele estabelecido por lei no setor, para compensar a redução nas transferências, por parte da União. “As cidades investem, no mínimo, 20%. Algumas chegam a investir 25%”, pontuou.

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