ANO: 25 | Nº: 6312
17/07/2018 Fogo cruzado

Paim percorre municípios da fronteira em debates sobre trabalho e previdência

Foto: Antônio Rocha

Senador discute alternativas para manutenção do sistema previdenciário
Senador discute alternativas para manutenção do sistema previdenciário

Bagé foi incluída no roteiro de debates promovidos pelo senador Paulo Paim, do PT, para discutir o estatuto do trabalho, reforma da previdência e terceirização. A agenda do petista pela fronteira, acompanhada pelo deputado estadual Luiz Fernando Mainardi, inclui Dom Pedrito, Santana do Livramento, Quaraí, Uruguaiana, Itaqui, Rosário do Sul e São Gabriel. O cronograma encerra na sexta-feira, 20.
Em visita ao Jornal MINUANO, Paim destaca alternativas para a manutenção da previdência, observando que o principal problema do modelo brasileiro é a gestão. “É preciso cobrar dos grandes devedores e fortalecer os órgãos de fiscalização e controle. Combater fraude e a sonegação são fatores fundamentais, bem como a realização de auditoria pública”, elenca.
Paim defende uma revisão na legislação, através de uma emenda que impeça o governo federal de retirar recursos da previdência e consolide a competência da Justiça do Trabalho para a cobrança das contribuições previdenciárias não recolhidas durante o vínculo empregatício. O petista debate, ainda, a recriação do Conselho Nacional de Seguridade Social. “Através dos debates, provamos que não existe deficit. O foco, hoje, está apenas na contribuição de empregado e empregador. Por isso ela é deficitária. Fazendo o cálculo certo, percebemos que ela é superavitária”, reforça, ao destacar que a Constituição Federal de 1988 estabelece outras fontes de recurso.
Por meio das agendas, além de fazer uma espécie de prestação de contas e provocar discussões sobre o cenário político nacional após o impeachment de Dilma Rousseff, o senador, que é pré-candidato, também defende o que classifica como a retomada das entidades sindicais e demarca posição sobre carga tributária. A questão previdenciária, entretanto, é tratada como tema central. “Queremos que o novo Congresso se debruce sobre a previdência, mas para discutir especificamente a gestão. Este novo Congresso precisa votar o estatuto do trabalho, mas discutindo algo equilibrado, que seja de interesse de empregado e ao empregador”, avalia.
Paim garante que aproveita a aproximação com as bases para elencar prioridades. “Não faço ataque a pessoas. Defendo causas que me identificam, como saúde, previdência, trabalho e educação, por exemplo. Posso fazer críticas a emenda 95, que é uma causa errada, por que congela investimentos, mas não pessoalizo as questões”, garante. Mainardi destaca que a pauta do senador atende a uma das agendas estabelecidas pelo próprio PT. “Falamos da defesa intransigente dos trabalhadores, de uma identificação com a causa do trabalho, da aposentadoria e das pessoas com deficiência”, avalia.

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