ANO: 25 | Nº: 6353
18/07/2018 Fogo cruzado

Any Ortiz apresenta projetos e posições sobre votos em roteiro de prestação de contas

Foto: Antônio Rocha

Deputada percorre municípios da fronteira prestando contas do mandato
Deputada percorre municípios da fronteira prestando contas do mandato
A deputada estadual Any Ortiz, do PPS, incluiu Bagé em sua agenda de prestação de contas. Em rápida visita ao Jornal MINUANO, ontem, a parlamentar falou sobre propostas defendidas na Assembleia Legislativa e adiantou posição sobre projetos que tramitam na Casa. “Precisamos falar com as pessoas, independente de partidos políticos. Entendo que a transparência é fundamental. Então, penso que, próximo do final do mandato, é bom apresentar o que foi feito”, justificou.
Any precisou cancelar reuniões com filiados bajeenses e com o presidente do Legislativo, vereador Edimar Fagundes, do PRB, por conta de um atraso na agenda. Acompanhada pelo presidente do PPS de Bagé, Márcio Garcia, a deputada destacou que o roteiro pela fronteira, que incluiu Dom Pedrito e Sant'Ana do Livramento, não contempla questões partidárias. “Quando faço prestação de contas, estou tratando do meu mandato, não de reeleição. Não gosto de misturar as coisas”, reforçou.
O PPS deixou a base do governo estadual e já manifestou apoio à pré-candidatura do Eduardo Leite, pelo PSDB. Any é pré-candidata à reeleição, mas não fala em tom de campanha, afirmando, apenas, que o partido também trabalha nominata para a Câmara dos Deputados.


Posicionamento
A deputada votou favorável ao projeto que previa a convocação de um plebiscito para consultar os gaúchos sobre a privatização de três estatais. A parlamentar também votou contra o aumento de impostos. “Acho que o Estado tem que enxugar o tamanho, porque passa por uma dificuldade muito grande, de parcelamento de salário. Votei contra aumento de imposto porque existem outras maneiras de colocar receita para dentro do caixa. É preciso investir em infraestrutura para desburocratizar e atrair mais empresas. Aumentar a carga tributária não é a melhor alternativa”, avaliou.


Segurança
O líder do PPS no parlamento gaúcho adiantou, também, posição favorável à legislação que incentiva doações de recursos para a segurança pública pela iniciativa privada. O denominado Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (Piseg-RS) não prevê ônus aos cofres públicos, estabelecendo compensação de valores - limitada a 0,8% do total da receita estadual com Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por ano. A compensação ocorrerá até o limite de 5% do saldo devedor do imposto do contribuinte que fizer a doação.


Educação financeira
Any trata como prioridade a aprovação de um projeto de lei que inclui o tema da Educação Financeira nas propostas pedagógicas dos estabelecimentos de Ensino Fundamental e de Ensino Médio, públicos e privados do Estado do Rio Grande do Sul. A proposta aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa. “Acredito muito na criação de um conteúdo neste sentido, inclusive como prevenção para a questão do superendividamento”, argumentou.


Ex-governadores
A deputada é autora da lei que acaba com a pensão vitalícia a ex-governadores do Estado, estabelecendo um prazo máximo para recebimento do benefício, impedindo que seja transferido a beneficiários legais. “Avaliamos muito a questão da constitucionalidade, porque jamais faríamos algo inconstitucional, neste sentido. Era inaceitável conceber que um governador deixava o cargo recebendo um valor de mais de R$ 30 mil mensais, que ainda seria deixado para um parente”, avaliou.

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