ANO: 25 | Nº: 6381
18/07/2018 Fogo cruzado

Morte do advogado e político Mathias Nagelstein repercute em Bagé

Foto: Reprodução/Adriana Franciosi/Agência RBS

Criminalista morreu em Porto Alegre, na segunda-feira
Criminalista morreu em Porto Alegre, na segunda-feira
O advogado criminalista Mathias Nagelstein foi sepultado no Cemitério Israelita, em Porto Alegre, na tarde de ontem. O ex-chefe da Casa Civil no governo do bajeense Alceu Collares, morreu na tarde de segunda-feira, 16, na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, aos 81 anos, em função de complicações da doença de Alzheimer.
Nagelstein era natural de Caxias do Sul. Ele se formou em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em 1961, e, em 1986, tornou-se especialista em Direito Criminal. Foi vereador em Bagé, de 1968 a 1971, procurador-geral do município de Porto Alegre, de 1986 a 1992, atuando como juiz do Tribunal Militar do Rio Grande do Sul, de 1991 a 1997.
O criminalista recebeu a medalha Oswaldo Vergara, maior comenda conferida pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Rio Grande do Sul (OAB/RS), e, em 2002, teve publicada sua obra Dicionário Básico de Direito Penal. Exerceu a profissão por mais de 30 anos. Ele também atuou como professor de Direito Penal e Processo Penal.

Manifestações de pesar
Filho de Nagelstein, o presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Valter Nagelstein, do MDB, lamentou a morte através de sua conta no Twitter, ainda na segunda-feira. Com base no Regimento Interno do Legislativo, a sessão ordinária da Casa foi encerrada.
O Diretório Estadual do MDB-RS se manifestou por meio de nota oficial. O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, do PSDB, e o governador do Estado, José Ivo Sartori, do MDB, também manifestaram pesar à família de Mathias Nagelstein.
Liderança histórica do PDT bajeense, Ademar Chicchi Fara (Nenê Fara), disse que perdeu mais do que um correligionário. “Éramos praticamente irmãos. Foi um advogado brilhante, com atuação profissional e política reconhecida. É, sem dúvida, uma perda irreparável”, definiu.

Atuação histórica
Durante a ditadura militar, no final da década de 1960, Mathias Nagelstein foi absolvido em um júri onde atuou na própria defesa. O advogado foi julgado e inocentado pela morte de duas pessoas, sustentando legítima defesa própria, com relação aos disparos que levaram a óbito um coronel do Exército, e legítima defesa putativa, quanto aos tiros que atingiram o acompanhante do militar. O coronel havia ofendido publicamente a honra dos pais de Nagelstein, que alegou ter reagido, em uma troca de tiros, travada em plena avenida Sete de Setembro.

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...