ANO: 25 | Nº: 6458
19/07/2018 Cidade

Município busca fundos para projeto do Parque Forte de Santa Tecla

Foto: Divulgação

Iniciativa aproveitará estruturas remanescentes e criará novos espaços para promover a sustentabilidade e o desenvolvimento de pesquisas científicas
Iniciativa aproveitará estruturas remanescentes e criará novos espaços para promover a sustentabilidade e o desenvolvimento de pesquisas científicas
Em meio às celebrações em homenagem aos 207 anos da Rainha da Fronteira, à procura de conseguir recursos para uma das principais iniciativas de preservação da história e cultura de Bagé, o governo municipal cadastrou, recentemente, o projeto de revitalização do Parque Santa Tecla no Fundo de Reconstituição de Bens Lesados do Rio Grande do Sul. A informação foi repassada pela arquiteta responsável pelo projeto, Joelma Silveira, a qual destacou que o recebimento destes fundos depende do número de atividades, de mesmo cunho, à espera, no Estado.
O projeto tem como objetivo guardar a memória do sítio histórico e das fundações do Forte Santa Tecla, construído, em 1773, a mando de Don José Vertiz y Salcedo, com o objetivo de servir como ponto de estratégia do governo espanhol. A estrutura, derrubada pelo Exército português em duas oportunidades, em 1776 e em 1801, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1970.
A revitalização pretende aproveitar as estruturas remanescentes e criar novos espaços para também promover a sustentabilidade e o desenvolvimento de pesquisas científicas nas áreas de Arqueologia, História, Antropologia, Biologia, Geologia, Arquitetura, Turismo e Engenharia.
Em janeiro deste ano, o ainda comandante do 3º Regimento de Cavalaria Mecanizado (3º RC Mec), Rafael Cunha Almeida, cadastrou o projeto do Parque Forte Santa Tecla no programa de incentivo à cultura Mecenas, coordenado pelo Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx) e pela Fundação Cultural do Exército Brasileiro (Funceb). Os trâmites da documentação foram acompanhados pelo general da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (3ª Bda C Mec), José Ricardo Vendramin Nunes, e pelo atual comandante do 3º RC MEC, Jairo Badaraco Fagundes. Porém, segundo Joelma, o parecer foi negado pelo órgão, pois a área não pertence ao Exército Brasileiro.
A responsável pelo projeto destaca o trabalho realizado pelo Arquivo Público Municipal, pela Secretaria de Cultura e Turismo e pelo Núcleo de Pesquisas Históricas Tarcísio Taborda, que em um esforço conjunto têm realizado visitas guiadas ao local contando as histórias das batalhas travadas no territórios.
 

Situação
O projeto está subdividido em duas zonas, a de preservação e a pública. A primeira aglomera o forte e seu entorno - uma área destinada à preservação da memória do forte e seu entorno imediato, garantindo a demarcação e proteção da área para futuras escavações arqueológicas (com o uso de técnicas apropriadas), bem como a recuperação das antigas proporções do forte através de novos elementos construtivos.
Conforme informações enviadas pela arquiteta, as áreas de bosque deverão ser cercadas e isoladas para posterior estudo arqueológico. As áreas de encaminhamento deverão ser em terra, demarcadas com estruturas de madeira de eucalipto tratado.
Já a zona pública é a infraestrutura, prevendo sustentabilidade do local, e é subdividida em três áreas: de acesso, de lazer e de camping. O acesso é um espaço composto por um pórtico, guarita, estacionamento, um alojamento para pesquisadores, casa para o caseiro, uma midiateca (espaço interativo e administrativo) e espaço destinado à loja para venda de souvenires. Por sua vez, a área de lazer é composta por um eixo marcado com pórticos de eucalipto, que levam aos espaços de recreação infantil, tenda móvel, anfiteatro ao ar livre, sanitário, quiosques e ao novo memorial criado para abrigar a maquete do forte e o futuro acervo. Na área central, um elevador panorâmico que leva o usuário até a visão dos baluartes do antigo forte, uma ampla visão até os limites da fronteira com o Uruguai.

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