ANO: 24 | Nº: 6110

Fernando Risch

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Escritor
20/07/2018 Fernando Risch (Opinião)

Os canalhas estão me vencendo

Alcancei meu ápice político; o imenso asco de tentar argumentar com quem diverge de mim. Ainda o faço, vez ou outra, quando há honestidade no diálogo, mesmo sem vontade de tentar expressar aquilo que eu acredito – porque minha crença, por mais que forme um bloco sólido de razões para concretar minhas idiossincrasias, ainda são incertas e disformes; mutáveis.

A razão que me faz estar enojado de dialogar são os canalhas, os desonestos que brincam de verdade, que forjam fatos, que criam mentiras e dizem ser contra as mentiras que eles mesmos criam, atribuindo tais falácias a terceiros, que em suas mentes jagunças, abraçam barbáries e tentam normalizá-las. Estou derrotado. Os canalhas venceram. Eu não consigo mais me expressar contra isso.

O objetivo dos canalhas todos sabem, é eleitoral. Sempre é eleitoral. E sempre será eleitoral. Porque eleição traz poder e poder cego traz o que o tirano quiser. “Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado”, escreveu Orwell. Temos bolhas de mentiras e meias verdades espalhadas por todo território nacional, lapidando a mente dos incautos e satisfazendo a mente dos cretinos instruídos.

E daí, desse ponto em que os fatos viram mentiras e teorias conspiratórias viram concretudes acadêmicas, reescrevendo a história ao prazer do vagabundo, transformando vilões em heróis, heróis em assassinos, dando vitórias a quem não venceu, tirando méritos dos merecedores e transpassando genocidas de mão em mão, colocando-os ao lado do atual adversários político, com mentiras e factoides, o passo para o abismo se estreita cada vez mais.

É provável que eu não seja o primeiro a ser derrotado pelos canalhas, pois é impossível argumentar seriamente com uma latrina de asneiras. Mas perdi, desisto. Talvez seja a melhor opção. Que os cretinos digam o que quiserem, pois é tudo da lei; só não esqueçam que tudo tem prazo de validade e papel higiênico usado não gradua ninguém.

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