ANO: 25 | Nº: 6257
20/07/2018 Fogo cruzado

Presidente manifesta preocupação com futuro do Funpas

Foto: Sidimar Rostan/Especial JM

Sob olhares de aposentados e pensionistas, Padilha respondeu questionamentos de vereadores
Sob olhares de aposentados e pensionistas, Padilha respondeu questionamentos de vereadores
Durante sessão especial, realizada, ontem, no Legislativo bajeense, o presidente do Fundo de Pensão e Aposentadoria do Servidor (Funpas), Sandro Padilha, respondeu questionamentos dos vereadores e adiantou alternativas avaliadas para garantir o pagamento de aposentadorias. Ele não escondeu a preocupação com o futuro das aposentadorias, mas destacou que a gestão observa legislações específicas, muitas aprovadas sem a avaliação do impacto que gerariam no Funpas. “O Fundo cumpre legislações, sejam federais ou municipais, que passam por essa casa”, reforçou.
Padilha, que exerce a presidência desde o ano passado, destacou a economia gerada pela contenção de despesas com diárias e cursos de atualização. Ele reconheceu, porém, que as medidas representam impacto pequeno diante de uma realidade deficitária. Em junho de 2017, o Funpas tinha R$ 57 milhões aplicados em fundos - cerca de R$ 37 milhões em fundos de resgate de longo prazo e, aproximadamente, R$ 20 milhões em fundos de resgate de curto prazo. Os dados apresentados pelo líder do PSB, destacando que o saldo atual é de R$ 37 milhões, não foram contestados, reforçando a tese de que, se o cenário mudar, o fundo teria fôlego para 20 meses.
A folha do Funpas representa cerca de R$ 4 milhões mensais. Ocorre que as contribuições e os rendimentos são inferiores a este montante. “Se tudo for pago conforme estabelecido na lei, e se a prefeitura não ficar devendo um centavo, nossa arrecadação seria de R$ 3,6 milhões. A realidade é essa”, pontuou Padilha.
O presidente do Funpas garantiu, entretanto, que todos os parcelamentos existentes estão em dia. “Temos 16 parcelamentos ativos, todos registrados e rigorosamente em dia”, disse, ao destacar a receptividade do Executivo para o debate de soluções. Padilha revelou, inclusive, que a transformação do Funpas em uma autarquia especial já é avaliada pela gestão. “A busca por alternativas tem, sim, pautado o trabalho”, garante.
Vereadores chegaram a questionar Padilha sobre a alternativa de bloqueio de contas do município para quitação de dívidas com o Funpas. O presidente destacou que descarta esta possibilidade em função do impacto que teria no pagamento da folha de servidores ativos.

Comissão
Como alternativa para aprofundar o debate a respeito de novas possibilidades para o Funpas, a exemplo da reversão de recursos oriundos da venda de imóveis, o vereador Antenor Teixeira, do PP, articula a criação de uma comissão especial pluripartidária. Através do colegiado, que pode ser formado pela Câmara, os vereadores teriam atuação direta nas discussões de propostas.

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