ANO: 25 | Nº: 6208

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
21/07/2018 José Artur Maruri (Opinião)

As três revelações

“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhes cumprimento. Porque em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, até que não se cumpra tudo quanto está na lei, até o último jota e o último ponto”. (Mateus, V: 17- 18)
Quando observamos a história, quem detém uma fé inabalável na onipotência de Deus, sente-se ainda mais renovado.
Isso porque, desde os tempos de Moisés, quando foi estabelecido um dos primeiros códigos de leis que a humanidade teve a graça de conhecer, sabe-se que temos um Pai, que Ele é único, soberanamente justo e bom.
Através dele, “Os Dez Mandamentos”, recebemos a primeira revelação.
Allan Kardec, em sua sapiência, leciona:
“Há duas partes Distintas na lei mosaica: a de Deus, promulgada sobre o Monte Sinal, e a lei civil ou disciplinar, estabelecida por Moisés. Uma é invariável, a outra é apropriada aos costumes e ao caráter do povo, e se modifica com o tempo”.
Mais tarde, quando se fez necessário, recebemos a segunda revelação. O próprio Cristo reencarna e trata de simplificar a lei mosaica, como explica Kardec.
“Jesus não veio destruir a lei, o que quer dizer: a lei de Deus. Ele veio cumpri-la, ou seja: desenvolvê-la, dar-lhe o seu verdadeiro sentido e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens. (...) Combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não podia fazê-las passar por uma reforma mais radical do que as reduzindo a estas palavras: ‘Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo’, e ao acrescentar: ‘Esta é toda a lei e os profetas”.
No entanto, conhecedor dos Espíritos que reencarnam na Terra, Jesus deixa claro que nem tudo podia ser dito ao seu tempo, restando, ao tempo certo, o cumprimento das coisas futuras.
No dizer do Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, “o Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. Ele nos mostra esse mundo, não mais como sobrenatural, mas, pelo contrário, como uma das forças vivas e incessantemente atuantes da natureza, como a fonte de uma infinidade de fenômenos até então incompreendidos, e por essa razão rejeitados para o domínio do fantástico e do maravilhoso”.
Por isso, para dar cumprimento a lei é que vozes que eram julgadas mortas ressoam das catacumbas e vem dizer a uma só voz: “A morte não existe”. Onde julgávamos o nada, vemos, através de provas irrefutáveis, a vitória da vida.
Muito bem diz Allan Kardec:
“A lei do Antigo Testamento está personificada em Moisés, a do Novo Testamento, no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus. Mas não está personificado em ninguém, porque ele é o produto do ensinamento dado, não por um homem, mas pelos Espíritos, que são as vozes do céu, em todas as partes da Terra e por inumerável multidão de intermediários”.
Enfim, nesse sentido, Allan Kardec, conclui:
“Da mesma maneira que disse o Cristo: ‘Eu não venho destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento’. Também diz o Espiritismo: ‘Eu não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe cumprimento’. Ele nada ensina contrário ao ensinamento do Cristo, mas o desenvolve, completa e explica, em termos claros para todos, o que foi dito sob forma alegórica”.     

(Referências: Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB Editora. Capítulo I)

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