ANO: 24 | Nº: 6014
21/07/2018 Editorial

Melhor para o consumidor

Há cerca de três meses, Bagé foi inserido no contexto dos aplicativos de mobilidade. Criados para serem acessados por aparelhos como celular e smartphone, aproveitando a disponibilidade de pacote de internet via dados móveis, tais recursos causaram uma verdadeira transformação, em especial nas grandes metrópoles do País. Primeiro pelos preços considerados atraentes e, mais além, pela facilidade e agilidade na oferta dos serviços.

No Brasil, esses sistemas, apesar do apreço de parcela considerável da população, também geraram ruídos por quem já atuava em ramos mais tradicionais do transporte urbano privado. Tanto que motivou, em âmbito nacional, na criação de leis específicas para regulamentar tais serviços, estabelecendo padrões e meios de cobrança.

De qualquer forma, não se pode negar que a novidade trouxe benefícios muito amplos. Um dos destaques, por assim dizer, foi a estimulação para que quem atua no setor, seja por aplicativo ou não, passasse a oferecer atendimentos cada vez melhor estruturado. Uma forma de atrair ou mesmo fidelizar clientes.

Em Bagé, a chegada o primeiro app, quase que automaticamente, motivou uma resposta até ágil do setor tradicional. É o que mostra reportagem publicada, nesta edição, na página 17. O Bagé Taxi App se apresenta como “uma alternativa simples e moderna para quem precisa ir até um destino específico”. Que, a exemplo do seu precursor e atual concorrente, o Garupa, utiliza a tecnologia para tornar o contato com os clientes o mais prático possível.

E quem ganha com isso? Claramente os bajeenses que, mesmo adentrando em tal universo tardiamente, passam a ter disponível possibilidades de transporte cada vez mais ágeis. A tendência, aliás, é que isso motive, ao longo do tempo, melhorias mais evidentes e que tornem a vida de quem aqui vive mais fácil, ao menos no âmbito da locomoção urbana. Melhor para o consumidor, claro, também para a mobilidade da cidade – caso isso resulte em uma redução, mesmo que pequena, na quantidade de automóveis que circulam pelas principais avenidas e ruas da cidade.

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