ANO: 25 | Nº: 6362
21/07/2018 Cidade

Projeto itinerante, Piano da Alegria promete levar música acessível para todos os bajeenses

Foto: Antônio Rocha

Cheisa, Souza e Hyra são responsáveis pelo piano itinerante
Cheisa, Souza e Hyra são responsáveis pelo piano itinerante

Com o objetivo de trazer a leveza e a beleza da música para as ruas, possibilitando acessibilidade cultural para todos os bajeenses, a pianista Cheisa Goulart dá início ao projeto inspirado no movimento mundial “Play me. I’m Yours”, que disponibiliza um piano pelas ruas da cidade, acessível e gratuito a qualquer um que desejar tocar o instrumento.

Ela conta que a ideia começou a se concretizar no ano passado, na época em que inaugurou o Piano Studio, quando surgiu a oferta de um piano para compra, que pertenceu a uma família de músicos. Como a peça estava em estado crítico de conservação, ela o adquiriu e buscou parceiros para a manutenção do equipamento a fim de realizar um sonho antigo: um piano colorido itinerante. “Demorou um pouco para encontrar os profissionais que desejava para trabalhar nele, mas eles estavam aqui em Bagé mesmo. Com a parceria do marceneiro André Souza, da empresa Dom Martelo, e a arte urbana do artista Hyra Farias, foi possível chegarmos ao resultado tão esperado. O processo na marcenaria levou cerca de 20 dias e a arte foi feita em uma tarde”, conta.

A ideia foi inspirada no movimento "Play me. I'm yours", em que pianos coloridos ficam dispostos ao ar livre na principais capitais do mundo para que pessoas tenham acesso a ele de forma livre. “Desde a fundação do Piano Studio, há cerca de uma ano, tenho investido em diversas maneiras de fomentar o acesso a esse instrumento, que por muitos era visto como "intocável", destaca.

Além do projeto sóciocultural educativo musical PianoForte, e às aulas em seu próprio estúdio, Cheisa agora passa a se dedicar, também, ao projeto " Piano da Felicidade”, que estará pelas ruas de Bagé, de forma itinerante, espalhando música e sonoridade. “Acredito que teremos muitos momentos especiais e surpreendentes com ele”, adianta.

Por enquanto, o calendário de atividades ainda não está fechado em função do clima instável, mas a ideia inicial da musicista é iniciar as apresentações em frente às rádios da cidade, a partir da segunda quinzena de agosto. “Para os locais mais distantes, iremos precisar de apoio para transporte. E pensando em facilitar isso, está sendo confeccionado um material que diminui a dificuldade do transporte, como um carrinho e tablados”, explica.

 

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