ANO: 25 | Nº: 6381

Divaldo Lara

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23/07/2018 Divaldo Lara (Opinião)

Bagé, nossa canceriana de aniversário

Na semana passada, nossa Bagé estava de aniversário. Eu, com bem menos idade, também. E comecei a pensar sobre essa coincidência, de ter nascido na mesma semana da cidade que nasci e para a qual fui escolhido pelo nosso povo, para governar.
Dizem que os cancerianos têm como características a criatividade, espontaneidade, lealdade e generosidade e que é um signo que gosta de cuidar das pessoas.
Será por isso que amo tanto esse lugar? Será por isso que acredito tanto no seu potencial? Será esse o motivo de eu entender tão bem suas necessidades e a urgência do que precisa ser feito?
Mas também percebo que não sou só eu que a entendo. Junto a uma grande equipe de secretários e servidores, trabalhamos e corremos acelerados. Contra o tempo, contra a falta de equipamentos, contra a falta de recursos e hoje, passados 18 meses, já vemos resultados concretos e bem-vindos pelas pessoas, que há tanto aguardavam suas demandas serem atendidas.
Ao assumirmos, ouvíamos uma mistura de relatos desacreditados de obras que nunca sairiam do papel, como o anel rodoviário, a avenida Attila Taborda e a nossa barragem, três exemplos de obras vultuosas e que ao longo de 40 anos, os únicos materiais que as formavam eram de papel e tinta, já que nunca saíam do projeto, ao contrário do asfalto e materiais de construção, que a população tanto desejava.
Pois bem, duas, das três obras citadas, já são realidade. A avenida Attila Taborda, pronta, entregue; o Anel Rodoviário inauguraremos nos próximos dias e a barragem, a tão sonhada, estamos muito bem encaminhados e dentro do prazo para entregá-la.
Já que o assunto foi para o lado do abastecimento de água, acabou o racionamento na quarta feira. Como um presente de aniversário – tanto para mim quanto para nossa cidade, fomos agraciados com a chuva e, principalmente as mais fortes dos últimos dias, permitiu que conseguíssemos finalizar o rodízio que há cinco meses, fornecia água durante 12 horas para uma região e outras 12 para outra.
Como tudo na vida, passar diretamente por problemas, nos faz mais fortes e administrar uma cidade passando por um período de racionamento, é um desafio extra. Pois ao invés de esmorecermos e nos concentrarmos apenas nesse problema, resolvemos utilizar os ensinamentos do conto de Polyana, que via um lado bom em tudo que ocorria. Passamos a estudar e entender melhor a necessidade da nossa população nesse sentido e percebemos que era preciso trabalhar por algo extra.
Enquanto desembaraçamos os nós da barragem, nos deixados de herança bem apertados e com inúmeros percalços, resolvemos solucionar um outro problema, também com relação ao abastecimento de água da cidade: a construção de um novo reservatório de água tratada. O que temos hoje, em uso, localizado na Hidráulica, data de mais de 100 anos e não comporta mais a necessidade e o crescimento ocorrido em Bagé ao longo deste tempo. É por isso que alguns lugares, mais distantes, sofrem com a falta de água, mesmo em tempos normais de abastecimento e principalmente, no verão, quando o gasto é maior. Hoje, a capacidade de armazenarmos água e refiro-me à água após ser tratada, não é mais suficiente para o tamanho atual de Bagé.
Com esses dados em mãos, corremos atrás e já está em construção o novo reservatório, com materiais adequados e estrutura moderna, sendo erguido no mesmo local do anterior e que após inaugurado, armazenará mais  quatro milhões de litros.
A barragem resolverá a captação de água e o novo reservatório, permitirá o armazenamento, após o tratamento feito pela Estação de Tratamento.
Será que após relembrarmos tudo isso, ainda continuamos com a dúvida do motivo de termos conseguido realizar tanto das necessidades de Bagé? Seríamos todos cancerianos, assim como Bagé e eu? A explicação não está na astrologia, mas no amor. A resposta é, porque somos bajeenses, nascidos ou criados aqui e amamos, de verdade, esse chão.
Bagé, muito ainda poderia ser dito sobre o aniversário, sobre teu protagonismo na história do nosso Estado, do qual nos orgulhamos. Juntos, nós do governo e a população, ainda te retribuiremos com muitas realizações e cuidados, renovando e tornando cada vez mais bela e majestosa, tua coroa de Rainha da Fronteira.
Parabéns, pelos teus 207 anos.

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