ANO: 25 | Nº: 6209
25/07/2018 Cidade

Regularização da Escola Risoleta de Quadros aguarda avaliação

Foto: Cássio Lopes/Especial JM

Aulas foram suspensas em 2017
Aulas foram suspensas em 2017

O Ensino Médio da Escola Risoleta de Quadros deve ser retomado no ano letivo de 2019. As aulas funcionavam até 2017 de forma irregular e, deste então, a 13ª Coordenadoria Regional de Educação (13ª CRE) está buscando a regularização. De acordo com o coordenador regional, José Carlos Nobre, o processo foi aprovado pela Secretaria Estadual de Educação e encaminhado para o Conselho Estadual.

Nobre salienta que a coordenadoria se comprometeu, no início deste ano, a realizar o transporte dos 30 estudantes que cursavam o Ensino Médio na escola rural e está cumprindo. Também havia o comprometimento de regularizar o Ensino Médio. “Esse foi um passo importante para a retomada das aulas no local”, disse.

A escola está situada na zona rural de Dom Pedrito, na Vila de São Sebastião, no distrito de Torquato Severo, e com a suspensão das atividades do Ensino Médio, os estudantes foram matriculados, automaticamente, na Escola Estadual Nossa Senhora do Patrocínio, localizada na zona urbana do município, há quase 100 quilômetros do vilarejo. Na ocasião, as famílias dos estudantes preferiram transportar a turma para aulas em Bagé ou no Instituto Estadual de Educação Doutor Bulcão, em Lavras do Sul, já que as duas alternativas estão há menos de 40 quilômetros de distância da vila.

Conforme o coordenador, para resolver a situação, foi criada uma força-tarefa em conjunto com o Legislativo e Executivo de Dom Pedrito para trabalhar exclusivamente em cima do processo de regularização da Escola Risoleta de Quadros, com a intenção de garantir que todas as exigências do Conselho Estadual de Educação sejam cumpridas, seguindo as diretrizes do parecer 580/2000.

O coordenador informa que o Ensino Fundamental da escola conta com 60 alunos e a vila possui em torno de 500 habitantes. Ele destaca que a implantação do Ensino Médio é um clamor da comunidade e evita, inclusive, o êxodo rural. “Os jovens vêm para a cidade e acabam não retornando. Com a regularização, poderão estudar sem precisar sair de sua localidade ”, salienta.

Além disso, a 13ª CRE está pleiteando, junto ao governo do Estado, uma verba para a reforma da escola. “Já temos R$ 50 mil garantidos, mas a ideia é conseguir R$ 150 mil”, comenta.

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